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sexta-feira, 28 de março de 2014

Poema de sexta

Chega um momento em que somos aves na noite, pura plumagem, dormindo de pé, com a cabeça encolhida.

O que tanto zelamos na fileira dos dias, o que tanto brigamos para guardar, de repente não presta mais: jornais, retratos, poemas, posteridade.

Minha bagagem é a roupa do corpo.

Fabrício Carpinejar

Publicado no Resende Afora.

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1 Comments:

At 28/3/14 21:29, Blogger Fernando Lemos said...

Complexo e profundo.

 

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