Já estão à venda os novos cartões-postais Resende de ORo

sábado, 31 de outubro de 2009

Imagens de sábado




Fotos feitas entre 18:50 e 19:00

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Quadrilha fecha a Dutra para roubar motoristas

Equipe de reportagem flagra momento em que ocupantes de três veículos ficaram sob a mira de bandidos na pista sentido Rio:






Fotos de André Mourão (Agência O Dia)

Maria Mazzei, em O Dia Online

"Quem precisa passar pela Via Dutra só pode contar com a sorte". A frase é do empresário E., 35 anos, assaltado por bandidos armados com pistolas quarta-feira à noite na altura de São João de Meriti, Baixada Fluminense. A ação de cinco bandidos foi flagrada por equipe do jornal O Dia, que ficou presa no bloqueio feito pela quadrilha e acompanhou o drama dos ocupantes de três carros atacados pelo bando.

A ação foi às 21h50, momento em que chovia muito, e durou menos de cinco minutos. O bando estava em um Astra prata e subitamente atravessou o carro na pista sentido Rio. Cinco homens armados saíram do Astra e renderam os motoristas dos três veículos que estavam à frente do carro de reportagem. Assustados, motoristas que perceberam o assalto tentaram fugir de marcha a ré.

Imediatamente, dois homens armados arrancaram duas irmãs — uma delas com a perna direita imobilizada — de um Kia Sorento preto. "Sai, sai! Deixa tudo aí!!", um deles gritou, apontando a arma para a motorista. Ao mesmo tempo, outros dois rendiam o empresário que dirigia um Peugeot preto. Um quinto assaltante abordava o carona de um Siena prata. "Tá querendo morrer?!", ameaçou.

Apavorados, os dois rapazes saíram com os braços para o alto. "Não atira. Pode levar o carro. Só não atira", pediu o motorista do Siena, o estudante B., 21 anos, obrigado a entregar até a camisa. Os dois jovens foram revistados e tiveram celulares, relógios e documentos levados. "Se não quiser levar bala, sai logo da minha frente!!!", ameaçou de novo o bandido, enquanto entrava no Siena. Em seguida os quatro carros fugiram em direção ao Rio.

Em pânico, na chuva, minutos após o roubo, as vítimas entraram em um ônibus, que cruzou a pista para socorrê-los. Um empresário tentava amparar a mulher que tinha a perna quebrada. "A sensação é de impunidade. Pensei que ele fosse atirar", lembrou ela, enquanto aguardava na 64ª DP (Vilar dos Teles).

Uma hora e meia depois, as duas mulheres e o empresário chegaram em um táxi à delegacia. O ônibus os deixou na cabine da PM vizinha a uma casa de shows em Meriti, onde eles comunicaram os roubos. Os dois rapazes do Siena já estavam na delegacia. "O carro não tinha seguro. Levaram meus documentos, minha mochila, tudo. E você não pode fazer nada. Pelo menos estou vivo", consolava-se o rapaz, ainda sem camisa. Moradores de Meriti, ele e o amigo voltavam de curso em Nova Iguaçu.

"Nunca mais passo na Dutra à noite. Não vi policiamento", disse, indignada, uma das mulheres. Ela e a irmã voltavam de um sítio em São Paulo e seguiam para a Tijuca. Além do carro, os bandidos também levaram um laptop, máquina fotográfica, roupas, três celulares, cartões de crédito e dinheiro. Já o empresário vinha de Volta Redonda e se dirigia para o Méier.

PM e PRF não estavam onde deveriam

Considerada a mais importante do Brasil, a Rodovia Presidente Dutra — por onde milhares de veículos deixarão o Rio, para o feriado — tornou-se local frequente de assaltos devido ao reduzido policiamento.

De Seropédica ao Trevo das Margaridas, onde passam cerca de 6 mil carros por hora, segundo a concessionária Nova Dutra, há apenas uma viatura da Polícia Rodoviária Federal para patrulhar os 50 km de cada sentido. Após o arrastão, a equipe de reportagem percorreu a rodovia, mas não encontrou policiais. O assalto aconteceu no mesmo local e horário em que outros dois motoristas já haviam sido abordados no domingo.


Motoristas afirmam que o patrulhamento é muito deficiente. Em tese, por ser uma estrada interestadual, a Dutra deveria ser policiada por agentes rodoviários federais. A Polícia Militar, gerida pelo estado, mantém base a dois quilômetros de onde foi o assalto. Mas, na hora do ataque, não havia ninguém nos dois pontos.

"Não podemos contar com a Polícia Rodoviária. Mantemos uma viatura nossa no ponto onde houve o crime, mas a guarnição estava, havia sete horas, presa na delegacia em ocorrência de um atropelamento. Se os registros fossem rápidos, teríamos condições de ter mais efetivo nas ruas e, provavelmente, o assalto poderia ter sido evitado", disse o comandante do 21º BPM (São João de Meriti), tenente-coronel Gileade Amaro de Albuquerque.

"Enquanto o PM ficar parado, isso vai continuar acontecendo. O bandido sabe onde ficamos e ataca em pontos que estão descobertos. Deixamos de ser fator surpresa", disse um policial do 21º BPM.

Anteontem (quinta-feira), policiais do 16º BPM (Olaria) encontraram o Kia e o Siena, abandonados na Favela Furquim Mendes, no Jardim América. A PRF não retornou as ligações de O Dia para esclarecer a ausência de policiamento na via.

Matéria editada pelo RA.

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quinta-feira, 29 de outubro de 2009

A confusa adolescência de um Beatle


Filme sobre John Lennon encerra festival de cinema de Londres

Do Portal G1

O festival de cinema de Londres termina nesta quinta-feira (29) com a première mundial de Nowhere boy, sobre os anos rebeldes da adolescência de John Lennon e sua relação complicada com a mãe e a tia antes da formação dos Beatles.

Marcando a estreia na direção da videoartista Sam Taylor-Wood, o filme traz Aaron Johnson no papel do revoltado e confuso Lennon, que não entende por que sua mãe, Julia, o deixou vivendo com sua tia Mimi quando ele era pequeno.

O filme traça um contraste com sua tia rígida e conservadora, representada por Kristin Scott Thomas, e sua mãe descontraída e divertida (Anne-Marie Duff), que o incentiva a ouvir rock'n'roll e o ensina a tocar banjo.

Indagada sobre a fidelidade do relato que fez da adolescência complicada do grande astro, Taylor-Wood disse à rádio BBC:

"Frequentemente existem várias versões da verdade. Talvez se você tivesse falado com Mimi ela tivesse apresentado uma versão, e Julia, a mãe de Lennon, tivesse dado outra. Na medida do possível, acho que meu filme está bastante próximo da verdade."

Ela confessou também que tratar de um tema tão reverenciado quanto John Lennon em seu primeiro longa-metragem foi um pouco assustador. "Acho que embarquei nessa com alguma ingenuidade", disse a diretora de 42 anos.

Dívida

O roteiro foi escrito por Matt Greehalgh, elogiado pelo roteiro que criou para outra cinebiografia de uma figura do rock: "Controle - A história de Ian Curtis", sobre a vida e a morte do vocalista do Joy Division.

Greenhalgh disse que foi a Liverpool, no norte da Inglaterra, e visitou o bairro onde Lennon cresceu, além do salão da igreja St. Peter's, que ficou famoso por ser o lugar onde Lennon e Paul McCartney se conheceram.

Sua história relata os meses de formação dos Beatles e termina com a banda prestes a embarcar para Hamburgo, uma das primeiras escalas no percurso que a levaria a tornar-se o nome mais bem-sucedido da história do pop.

Conhecida principalmente por suas videoinstalações e por uma série de celebridades que foram seus temas e são seus amigos, Taylor-Wood resolveu dirigir um longa-metragem graças ao incentivo do falecido diretor Anthony Minghella.

"Ele me deu a confiança necessária porque acreditava realmente que eu fosse capaz de fazê-lo, e me disse isso", afirmou ela.

A sessão de gala de "Nowhere boy" encerra a edição 2009 do festival de cinema de Londres, que durou 16 dias e destacou cerca de 200 longas.

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Imagem de quinta


Resende recebe a 'visita' da Polícia Federal

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A diferença entre Primeiro e Terceiro Mundo


Foto de Pete Souza

Duas imagens recentes mostram como o Brasil e os Estados Unidos reverenciam o poder de formas diferentes. Ou como o poder gosta de se apresentar para a população.

A primeira imagem, dos EUA, foi publicada pelos jornais no último dia 11 e mostra o presidente norte-americano Barack Obama reunido com sua equipe na Casa Branca.

Nessa reunião, várias pessoas - Obama inclusive - usam canetas esferográficas comuns. À mesa, garrafas d'água de plástico e copos de papelão. Há assessores com latas de refrigerantes, sem copos. E nenhum garçon uniformizado servindo água e cafezinho em louça personalizada, como ocorre em toda a Esplanada dos Ministérios, em Brasília.

A outra imagem é do último dia 16, no sertão de Pernambuco. Mostra um tapete vermelho sendo estendido para a chegada do presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva.


Foto de Evelson de Freitas

A cena estapafúrdia parece ter saído de um livro de realismo fantástico escrito por Gabriel García Márquez. Um tapete vermelho para o presidente em pleno sertão nordestino chega a ser ofensivo.

Em resumo, a forma como o poder é tratado e se apresenta é um traço marcante do caráter e do estado de espírito de um país.

Enviado pelo grande Cacá Scheneider e editado pelo RA.

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quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Enquanto isso, em Resende...




O CHORE (Choque de Ordem do Rechuan) chega aos outdoors

Aviso do RA: A sigla CHORE é uma criação do DESARA (Departamento de Sacadas do Resende Afora), que solicita, a quem utilizá-la, a citação da fonte.

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Da antiga série 'Porque o Rio é o Rio'


Foto de Domingos Peixoto (O Globo)

Morei quase 20 anos a poucos metros do local acima (Praça José de Alencar, na confluência dos bairros do Catete, Flamengo e Laranjeiras) e nunca tinha visto uma cena como essa que ilustra a primeira página do Globo de hoje. Para mim, é uma prova incontestável de que as coisas só pioraram na capital, desde que eu me mudei definitivamente para Resende no final dos anos 90.

Segundo a matéria de O Globo, 90% da população de rua do Rio de Janeiro consome crack, uma droga que não existia na minha época de carioca. E se a população de rua está aumentando - daqui a pouco vai ter gente dormindo nos jardins do Palácio da Guanabara -, o consumo de crack também evolui na mesma proporção.

E aí vem a tradicional pergunta que não quer calar: como é que uma cidade que convive diariamente com cenas tão degradantes pode - em poucos anos - se transformar em um pedaço do Primeiro Mundo e sediar uma Olimpíada?

Isso é o que deve passar pelas cabeças dos turistas estrangeiros que trafegam pela Praça José de Alencar a caminho do Cristo Redentor que, do alto do Corcovado, abençoa a sofrida Cidade Maravilhosa.

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terça-feira, 27 de outubro de 2009

Fila da cidadania italiana leva 7 anos

Da Folha Online

Os descendentes de italianos que vivem no Brasil e querem obter a cidadania daquele país enfrentam uma fila de quase 280 mil pessoas só no consulado de São Paulo e têm de esperar em média sete anos para serem atendidas. Uma força-tarefa foi criada há cinco meses nos sete consulados no país, mas o tempo de espera não diminuiu. A cidadania espanhola, por exemplo, demora cerca de seis meses para ser concedida.

Quem entrou com o pedido de reconhecimento da cidadania italiana em outubro de 2002 só foi chamado neste ano para apresentar a documentação (certidões de nascimento, casamento etc., próprios e dos ascendentes). Ainda é preciso esperar a análise da papelada, o que pode levar alguns dias.

A justificativa do consulado pelo grande tempo de espera é que, a cada dia, há mais pedidos e só agora existe um empenho maior para reduzi-lo. Estima-se que haja 30 milhões de descendentes de italianos no Brasil, sendo 13 milhões no Estado de São Paulo.

De acordo com o vice-cônsul da Itália em São Paulo, Marco Leone, entre maio e o início deste mês, cerca de 6.500 pedidos de concessão de cidadania foram analisados. "O processo passou a ser mais rápido. Agora, nosso objetivo é reduzir o tempo de espera para dois anos", afirmou.

Além da demora na fila, outra dificuldade para obter a nacionalidade é juntar documentos e traduzi-los para o italiano - é preciso contratar os serviços de um tradutor juramentado.

O engenheiro agrônomo Luiz Rogério Abbate é um dos que tiveram problema. Ele esperou 15 anos - na primeira vez em que apresentou a documentação, havia incorreções, e a demora foi maior que a habitual.

Outro empecilho foi que seu sobrenome estava registrado de forma diferente da de seu bisavô italiano. "Sempre assinei Abbade. Depois, tive de mudar para Abbate." Foi no início do ano que conseguiu a cidadania, usada principalmente para viagens de negócio. "Quando seu passaporte é do Terceiro Mundo, você tem de enfrentar filas nos aeroportos. Quando é do Primeiro, não precisa."

Sem apresentar levantamento oficial, o consulado diz que turismo, estudo e trabalho são as principais motivações para o pedido de cidadania.

O foco não é sempre a Itália. Como os 27 Estados-membros da União Europeia não exigem vistos de permanência de seus cidadãos, muitos querem usar a cidadania para facilitar a entrada em outros países, principalmente no Reino Unido. Há também os que pensam em ter a cidadania para os sucessores.

"Já tenho minha vida no Brasil, por isso pensei em tirar a cidadania para um filho usufruir", diz o engenheiro florestal Alexandre Binelli, que tem a cidadania portuguesa e espera, desde 2002, na fila da italiana.

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'Caso AfroReggae expõe gangrena em PM do Rio'


Foto Reuters

Da BBC Brasil

Um artigo publicado na edição que circula nesta terça-feira do jornal francês Le Monde afirma que a morte do coordenador do AfroReggae, Evandro João da Silva, expõe uma "gangrena" na polícia militar do Rio.

A reportagem, intitulada "No Rio de Janeiro, uma polícia com comportamento criminoso", afirma que a corporação é "frequentemente corrompida e brutal" e "goza de má reputação".

O texto relembra o assassinato de Evandro e a atuação dos policiais enquanto o coordenador da ONG ainda agonizava após ser atingido por um assaltante.

O caso provocou indignação depois que câmeras de circuito interno mostraram um cabo e um capitão da PM do Rio liberando os agressores, sem prestar socorro à vítima. Ambos negam omissão de socorro e alegam que não perceberam Evandro sangrando no chão da agência bancária onde o crime ocorreu.

"O caso é ainda mais comovente porque a vítima, nascida em um favela do norte do Rio e respeitada por sua coragem e obstinação, havia se tornado um 'mediador de conflitos', principalmente entre as gangues de narcotraficantes", escreve o Le Monde.

O jornal lembra que o trabalho de Evandro consistia em "tentar converter os mais jovens a uma cultura de paz".

"O caso chama atenção pela gangrena que ronda a instituição (da PM): nos últimos dois anos, mais de 1,7 mil policiais foram excluídos da corporação", diz o texto, lembrando que os dois envolvidos no episódio "continuam livres".

Primeiro mundo versus terceiro

A atuação da polícia na morte do coordenador do AfroReggae também foi destaque no jornal britânico The Guardian. Um artigo assinado pelo comentarista Conor Foley sustenta que "a sede dos Jogos Olímpicos de 2016 precisa enfrentar uma política de justiça criminal que fracassou em conter as execuções sumárias e a corrupção policial".

Foley afirma que "a banalidade cotidiana do incidente relembrou como a polícia da cidade se tornou fora de controle".

O caso ocorre no momento em que o Brasil se vangloria de ter contornado a crise econômica mundial de maior proporção, e no momento em que a eleição como sede olímpica de 2016 fazia com que os brasileiros "se permitissem uma onda de otimismo".

"Após anos de negligência e violência urbana, parecia que o Rio estava novamente em alta", escreve o comentarista.

Para Conor, o caso envolvendo a polícia do Rio lembra como não apenas as forças de segurança, mas todo o sistema judicial precisam de "uma reforma completa".

O autor do artigo lembra o comentário do presidente Luiz Inácio Lula da Silva após a escolha do Rio como sede olímpica. 'Deixamos de ser um país de segunda classe para se tornar um de primeira classe', disse Lula. 'Respeito é bom e a gente gosta'", relembrou.

"Mas respeito tem de ser conquistado também", diz Conor, "e não tem sentido ter uma sociedade e uma economia de primeiro mundo enquanto o resto do Estado brasileiro permanece profundamente enraizado no terceiro".

Comentário de Juliette R. no jornal Le Monde (tradução do RA):

"Francesa, casada com brasileiro e mãe de três brasileiros, morando em Salvador, eu posso testemunhar que infelizmente o povo brasileiro merece a sua polícia. A corrupção generalizada é onipresente, as disparidades sociais extremamente chocantes, o que só pode gerar violência, ódio. A pobreza é a regra e a exclusão racial atinge um grau muitíssimo elevado. Não, o Brasil não é só samba, caipirinha e praia. Uma pena, porque se os brasileiros reagissem, isso aqui seria o paraíso."

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segunda-feira, 26 de outubro de 2009

'A polícia entrou atirando’

Do Portal G1

O marido de Ana Cristina, baleada ontem à noite (domingo) com a filha de 11 meses no colo, na Favela Kelsons, na Penha, no subúrbio do Rio, afirmou, na manhã desta segunda-feira (26), que os disparos que mataram a sua mulher e feriram sua filha vieram de policiais.

O crime aconteceu quando Ana Cristina Costa do Nascimento, de 24 anos, e mais seis pessoas – entre elas, o marido e mais dois filhos - passavam pela Rua Marcílio Dias, em direção à Avenida Brasil e vários disparos foram feitos. Um dos tiros atravessou as costas da dona de casa saindo pelo peito e atingindo o braço do bebê, que estava no colo da mãe.

"Eram umas 22h30, a polícia chegou, o poste estava claro, tinha luz, dava pra eles verem que tinha uma família seguindo pra ir embora pra sua casa e eles entraram atirando”, disse o marido da vítima que não quis se identificar.

A assessoria da Polícia Militar, no entanto, informou, na manhã desta segunda-feira, que policiais do 16º BPM faziam patrulhamento na região na noite de domingo quando foram atacados por traficantes. Os policiais não revidaram, porque havia muitos pedestres na rua, no momento. A PM lamentou a morte da vítima e afirmou que vai colaborar com a apuração dos fatos, entregando as armas dos policiais para a perícia.

A PM disse ainda que ajudou os feridos. O marido de Ana Cristina confirmou a informação:

"A policia só socorreu porque eu gritei, porque se eu não grito... mas também não adiantou de nada, porque ela já caiu no meu colo morta", disse.

Parentes contaram que Ana Cristina tinha ido à casa da irmã para organizar a festa de 1 ano da filha, no mês que vem. A dona de casa deixa dois outros filhos de 6 e 3 anos, respectivamente.

Muito emocionado, o marido da vítima disse que espera se manter forte para garantir a educação dos filhos.

“É muito difícil mesmo. Perder ela assim, por uma guerra que não é nossa, é do governo do estado, é difícil”, desabafou ele.

O corpo de Ana Cristina será enterrado no Cemitério de Irajá às 16h desta segunda-feira.

Matéria editada pelo RA.

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As revistas da semana


Sobre a violência no Rio (trechos da Veja que está nas bancas):

1. As favelas não produzem drogas, nem armas: Nunca se fala ou se age decisivamente contra a estrutura profissional e internacional de fornecimento de cocaína e armas aos traficantes cariocas. Inexiste a fiscalização de estradas, portos e aeroportos.

2. Os portos brasileiros são uma peneira: Somente 1% dos contêineres que passam pelos portos é escaneado para a fiscalização do contrabando de armas e drogas. É uma omissão criminosa, pois 60% do tráfico de drogas se dá por via marítima.

3. O Governo Federal está se lixando: Como o crime no Rio não afeta a popularidade do presidente, a questão não é prioritária. Dos 96 milhões de reais previstos para modernizar a polícia em 2009, somente 12 milhões de reais chegaram aos cofres do estado.

4. Diogo Mainardi: "Após a visita de Lula, o Complexo do Alemão virou terra de paz, mas só para os traficantes."

Enviado pelo ex-Blog do Cesar Maia e editado pelo RA.

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Sarney decide fechar Fundação Sarney


Do Blog do Josias

O presidente do Senado, José Sarney, decidiu fechar as portas da fundação que leva o seu nome, no Maranhão. A notícia ganhou as páginas da Folha. Está na coluna da repórter Mônica Bergamo.

Assentada no Convento das Mercês, Em São Luís, a Fundação José Sarney guarda o acervo da época em que seu fundador foi presidente do Brasil. Armazena também livros e papéis colecionados por Sarney ao longo de 50 anos de política. De resto, abriga um mausoléu onde o senador pretendia ser enterrado.

Por que vai fechar? Pendurada nas manchetes como ninho de irregularidades, a fundação já não encontra quem se disponha a financiá-la. Custa, segundo Sarney, algo como R$ 70 mil por mês. “Não temos mais dinheiro”, diz o senador.

"Sonhei um dia que o Brasil poderia ter uma grande biblioteca com documentos históricos de um ex-presidente. Mas eu estava errado".

Em tempo: O Ministério da Cultura deve uma resposta ao contribuinte brasileiro. Que fim levou a auditoria do patrocínio de R$ 1,3 milhão que a Petrobras borrifara nas arcas da Fundação Sarney?

E por falar em Sarney...


Palmério Dória, um dos jornalistas mais respeitados do país, conta os bastidores do surgimento, enriquecimento e tomada do poder regional pela família Sarney. Do Maranhão ao Senado, o livro mostra os cenários e histórias protagonizadas pelo patriarca que virou presidente da República por acidente, transformou o Maranhão no quintal de sua casa e beneficiou amigos e parentes.

Com 50 anos de vida pública, o político mais antigo em atividade no país enfrenta escândalos e a opinião pública. É a partir daí que o livro puxa o fio da meada, utilizando as ferramentas do bom jornalismo investigativo. Sempre com muito bom humor, o jornalista faz um retrato do Brasil na era Sarney, os mandos e desmandos do senador e seus filhos, no Maranhão e no Congresso Nacional.

Sinopse da Livraria da Folha.

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'A melhor coisa de fazer 80 anos é estar viva'


Visto no Blog do Gravatá.

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A origem de um clássico


Um livro, um filme, duas obras-primas. Se François Truffaut não houvesse encontrado por acaso, num sebo de Paris, o genial romance de Henri-Pierre Roché, não teria feito 'Jules e Jim' - filme que sintetiza todos os postulados da Nouvelle Vague.

Nessa obra, que reúne o romance e o roteiro decupado e ilustrado do filme, o leitor brasileiro irá desfrutar da leitura de uma narrativa em estilo moderno, telegráfico, incisivo e delicado.

Além de descobrir o universo original de Jules e Jim, e ter o privilégio de recompor os meandros dessa feliz adaptação e perceber por que Truffaut sentiu-se obrigado a manter diversos trechos intactos do romance em sua obra.

Resenha da Livraria da Travessa.

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domingo, 25 de outubro de 2009

A vingança da imaginação

Crônica de Nelson Motta (via e-mail)

Com o progresso tecnológico e a popularização dos gravadores digitais, a vida passou a ser registrada por câmeras, celulares e laptops em todos os lugares, o tempo todo, por todo mundo. É o maior presente que poderiam receber os documentaristas do futuro. E um pesadelo para os ficcionistas.

Diante da onipresença, abundância e precisão dos registros – o 11 de setembro ao vivo foi o evento-símbolo - a ficção foi confrontada com a fúria e o absurdo da vida real e levada a novos patamares de exigência.

O que ainda seria capaz de surpreender, divertir e emocionar o público no cinema? É o que Quentin Tarantino nos oferece em seu “Bastardos inglórios”, integrando ficção e História para penetrar nas profundezas da condição humana, produzindo diversão e arte ao mesmo tempo.

A prioridade fundamental da ficção é passar-se por verdade, fazer o espectador acreditar naquela realidade inventada, convencê-lo a suspender temporariamente a sua crença nos acontecimentos e conhecimentos da vida e da História. É nesse arriscado exercício que brilha Tarantino, com uma fluência de linguagem e uma eficiência narrativa que envolvem, surpreendem e emocionam o espectador do início ao fim.

Como em toda a sua obra, o motor da história é a vingança, esse tão poderoso e humano sentimento, o monstro feroz que vive nos maus e nos bons, nos ímpios e nos piedosos, nos bandidos e mocinhos, quando reagem às inomináveis violências, injustiças e crueldades do ser humano, como indivíduo ou coletivamente.

Tarantino não acredita na justiça dos homens nem na dos deuses, só na vingança pessoal dos seus personagens e, através deles, de todos nós. Contra o fanatismo, a estupidez e a brutalidade, com o poder de sua ficção, ele nos oferece uma vingança contra a História.

A façanha de Tarantino com seu “Bastardos” equivale a fazer um filme passado no Rio de Janeiro, na final da Copa do Mundo de 1950, com o Brasil vencendo o Uruguai no último minuto. E feito com tanto talento, competência e verdade, que levaria o publico ao delírio nos cinemas e faria os brasileiros se sentirem vingados da tragédia do “Maracanazo”.

E por falar em Tarantino...

Em Portugal, 'Inglourious Basterds' recebeu esta singular tradução:



Aviso nº 1: No país dos fados, o filme de Quentin Tarantino é proibido aos putos.

Aviso nº 2: Putos, em Portugal, significa crianças, miúdos.

Visto no Blog do Gravatá.

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sábado, 24 de outubro de 2009

O novo cartão-postal da Cidade Maravilhosa


Arte do RA sobre foto da AFP

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sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Imagem de sexta


Foto feita às 18:19

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Quase pronto




Fotos feitas às 16:45 e 16:48

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Mudança de estação


Foto feita às 10:51

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Americanos não acreditam no aquecimento global

Do Portal G1

Os americanos acreditam cada vez menos que o aquecimento global seja um problema grave e que existam provas concretas que o fenômeno está ocorrendo, revelou nesta sexta-feira (23) uma pesquisa realizada pelo instituto Pew Center.

A pesquisa mostra que apenas 35% consideram que o aquecimento global e a mudança climática é um problema sério, 9% menos que em abril do ano passado.

Já 57% acreditam que existem provas sólidas que a temperatura do planeta aumentou nas últimas décadas. Na mesma enquete do ano passado, 71% dos consultados assinalaram que estavam convencidos de que o fenômeno estaria ocorrendo.

A enquete revelou que 36% manifestaram acreditar que o aumento das temperaturas seja resultado da atividade humana, 9% menos que no ano passado.

No entanto, apesar do ceticismo que revela a enquete, o Pew Center indicou que 50% estariam de acordo que se aplicasse uma política para limitar as emissões poluentes, enquanto 39% estariam contra uma medida desse tipo.

A pesquisa ouviu 1.500 americanos adultos entre 30 de setembro e o 4 de outubro deste ano.

Matéria editada pelo RA.

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Três razões para a violência no Rio


Da BBC Brasil

Uma reportagem publicada na revista britânica The Economist afirma que a violência nos morros do Rio de Janeiro é alimentada por uma competição singular no mercado de drogas, que impõe uma série de dificuldades financeiras às gangues do tráfico e as leva a uma disputa feroz por espaços.

No artigo, a revista que chegou às bancas nesta sexta-feira questiona por que a cidade testemunha episódios de violência similares à briga entre facções que ocorreu no último fim de semana e cujos desdobramentos já deixaram mais de 30 mortos.

"Se as pesquisas sobre o uso de drogas forem confiáveis, o consumo per capita de cocaína, crack e maconha fica perto da média quando comparada com outras capitais de Estado", é o pressuposto inicial da revista. "Então por que a cidade que acabou de levar a indicação para as Olimpíadas de 2016 é tão inclinada a ataques repentinos de violência por causa da droga?"

A primeira razão, diz a reportagem, é que "a cidade é marcada por uma história de governos ruins". "Erros passados incluem acomodar interesses de facções de traficantes na esperança de mantê-los pacificados."

A segunda razão seria a polícia carioca. "Algumas das armas usadas pelos traficantes são vendidas a eles pela polícia, e os policiais ainda praticam demasiadas execuções sumárias em vez de se dar ao trabalho de processar os suspeitos, fazendo com que os moradores das favelas os vejam como uma fonte de injustiça tanto quanto os traficantes."

A terceira razão, que a Economist analisa com mais detalhes, é o fato de existirem na cidade três gangues rivais que disputam o mesmo mercado consumidor, enquanto outras capitais têm apenas um grupo dominante. "Um estudo do governo estadual sugere que, por conta dessa competição, longe de viver como personagens de um vídeo de hip-hop da MTV, os traficantes do Rio estão operando 'perto do zero a zero'."

Sobre um faturamento anual de cerca de R$ 316 milhões, as gangues lucram cerca de R$ 27 milhões, diz a revista, citando o estudo. Grande parte dos recursos é destinada à compra de armas, pagamento de pessoal e vendedores de drogas.

A estrutura de salário é "surpreendentemente linear" – ou "uma exceção ao quadro nacional de distribuição desigual de renda", nas palavras da Economist – e as gangues já embarcaram em atividades paralelas, como o fornecimento ilegal de eletricidade, em busca de outras fontes de renda.

"Antes da violência recente, alguns analistas haviam sugerido que as dificuldades financeiras estavam levando as gangues a cooperar em algumas operações”, diz a revista. “Mas a resposta mais comum a esta situação é invadir o terreno do vizinho."

Matéria editada pelo RA.

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quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Imagens de quinta








Fotos feitas entre 11:23 e 17:35

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Enquanto isso, aqui na Terra...


As obras do novo trânsito de Resende continuam a todo vapor

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Um espírito em Marte


Foto de Marte divulgada hoje pela Nasa

Do Portal G1

O jipe-robô Spirit tem uma câmera frontal para evitar acidentes. Foi com essa câmera que o equipamento da Nasa, a agência espacial americana, tirou uma foto da paisagem, sem deixar de registar seu próprio "braço" robótico. A imagem também mostra a roda direita dianteira, que infelizmente não funciona desde 2006.

O jipe-sonda continua em um ponto de Marte chamado Troia. Spirit e seu primo Opportunity trabalham em Marte há cerca de 58 semanas, já fazendo hora-extra. A previsão original é que a missão duraria só três meses.

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Será que agora vaí?


O Windows 7 teve hoje o seu lançamento mundial

Para saber tudo sobre o novo sistema operacional da Microsoft, entre aqui.

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quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Truffaut ainda é referência para cineastas


Truffaut rodando o seu primeiro filme, 'Fahrenheit 451'

Do UOL Cinema

Neste dia 21 de outubro, se completa o primeiro quarto de século da morte de Truffaut (1932-1984), uma das grandes figuras da Nouvelle Vague, profunda revolução cinematográfica que teve origem na França há 50 anos.

Truffaut, que foi sensação no Festival de Cannes em 1959 com sua obra prima, "Os Incompreendidos", e foi indicado ao Oscar de melhor filme estrangeiro com "O Último Metrô" (1980), faz parte de um grupo de diretores que são referências absolutas para cinéfilos e cineastas.


Trailer de 'O Último Metrô'

Em 1957, um ano antes de rodar seu primeiro longa-metragem, Truffaut lançou a previsão de que o futuro cinema francês "seria feito pelos aventureiros" e que os jovens cineastas contariam "em primeira pessoa" suas respectivas descobertas sobre a vida, a política ou o amor, e que isso seria "verdadeiro e novo".

Inevitável aventureiro, ele foi um dos primeiros a cumprir sua previsão e introduziu diversos elementos autobiográficos em sua obra.

Sua juventude foi marcada pela presença de André Bazin (1918-1958), co-fundador dos "Cahiers du Cinéma" (Cadernos de Cinema, em tradução livre do francês), que teve um papel fundamental na vida do futuro crítico e diretor.

Truffaut era filho de mãe solteira e de pai desconhecido, que, quando criança, fugindo do inexistente afeto materno, encontrou um refúgio definitivo no cinema e na literatura.

O cineasta lembrava que os primeiros 200 filmes de sua vida foram vistos "em situação de clandestinidade", já que escapava de casa para ir ao cinema, aproveitando as saídas noturnas de sua mãe e de seu marido, que, muito cedo, descobriu que não era seu verdadeiro pai.


Trailer de Jules e Jim

Amante precoce do cinema, um amor descoberto aos oito anos de idade, através de "O Paraíso Perdido" (1940), de Abel Gance, Truffaut sempre odiou a imagem de baixa resolução do vídeo e foi um grande defensor do filme de 35 milímetros.

O filme de Gance não só despertou sua atenção para o cinema precocemente, mas também deu origem às suas primeiras notas e fichas, prelúdio de sua atividade de crítico feroz e de estudioso de admirados diretores clássicos como Becker, Welles ou Hitchcock.

Embora não tenho sido nem o primeiro nem o único a criticar a situação da sétima arte na França após a Segunda Guerra Mundial, seu artigo "Une Certaine Tendance du Cinéma Français" (Uma Certa Tendência do Cinema Francês, em tradução livre), publicado na edição de número 31 dos "Cahiers du Cinéma", em 1954, é uma referência de crítica.

Sua contundente visão sobre este "certo cinema francês" significou toda uma revolução contra o cinema dominante na época e abriu as portas para a Nouvelle Vague e para seu tão reivindicado "cinema de autor".

Entre seus trabalhos sobre os professores de cinema que tanto admirou está um memorável livro de entrevistas com Alfred Hitchcock, que reunia seus dois pólos principais de atração: o amor e o cinema negro.


Trailer de 'A História de Adèle H.'

Alguns historiadores consideram o autor de "Uma Mulher para Dois" (1962), "Domicílio Conjugal" (1970) ou "Na Idade da Inocência" (1976) "o grande estilista" da Nouvelle Vague, frente a Jean-Luc Godard e Alain Resnais.

Como corresponde a um admirador do grande cinema americano, foi diretor de delicadeza e elegância. Também é considerado um verdadeiro romântico por especialistas como o historiador e catedrático de Artes Visuais Román Gubern.

Em sua opinião, de todos os diretores franceses modernos Truffaut era o que tinha "um olhar mais mole sobre o ser humano, mais cálido".

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terça-feira, 20 de outubro de 2009

Cenas de guerrilha urbana nas favelas do Rio




























Fotos AP, AFP, Reuters e EFE publicadas no UOL Notícias

Duas semanas depois de ter sido escolhida para sede dos Jogos Olímpicos de 2016, o Rio de Janeiro foi o teatro, no sábado, 17 de outubro, de verdadeiras cenas de guerrilha urbana entre traficantes de drogas e as forças da ordem. Essa batalha deixou ao menos 12 mortos, entre os quais dois policiais militares que estavam em um helicóptero derrubado.

Três das vítimas seriam simples moradores, atingidos por balas perdidas. Pelo menos seis outras pessoas foram feridas, entre as quais um policial, e ao menos oito ônibus foram incendiados. É a primeira vez que um helicóptero da polícia é abatido no Rio pelos tiros de fuzis-metralhadoras de um grupo criminoso.

Tudo começa em plena noite, conforme o cenário clássico de um confronto territorial entre dois bandos no bairro popular de Vila Isabel, zona norte do Rio, não longe do famoso Estádio do Maracanã, onde se realizará a cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos de 2016.

Traficantes do Comando Vermelho instalados na favela São João invadem a favela vizinha, o Morro dos Macacos, onde reina uma facção rival, os Amigos dos Amigos. O objetivo dos atacantes é tomar o controle dos pontos de venda de droga.

Alertada algumas horas antes pela escuta telefônica do chefe dos agressores, que anunciou claramente suas intenções para os cúmplices que convocou, a polícia não acreditou. Ela garante ter reforçado sua presença ao redor da favela. Isto não bastou para impedir uma "invasão" conduzida por cerca de 150 bandidos vindos de pelo menos oito favelas, em motos ou a bordo de vans e carros roubados.

O tiroteio entre os dois lados nos becos do Morro dos Macacos durou a noite inteira, e os agredidos receberam o reforço de um "bando amigo" que veio da Rocinha, a maior favela do Rio e da América Latina. Os habitantes do bairro, apavorados, contaram mais tarde que viveram "uma noite de caos".

A Polícia Militar, conduzida por uma unidade do Batalhão de Operações Especiais (Bope), só interveio nas duas favelas no início da manhã. Um pouco mais tarde, quando o helicóptero foi atingido, seu copiloto, ferido no joelho, conseguiu pousar o aparelho, que explodiu em seguida.

O piloto, o copiloto e dois policiais conseguiram sair, e dois outros policiais, talvez já feridos, morreram carbonizados. Um dos sobreviventes, um comandante, atirador de elite, conheceu há um mês seu momento de glória ao abater com uma bala um criminoso que detinha uma mulher como refém em Vila Isabel e ameaçava com uma granada se fazer explodir junto com ela.

A polícia temia há vários anos que um de seus helicópteros fosse atingido por tiros. A blindagem dos aparelhos utilizados não é a toda prova, e os fuzis automáticos dos traficantes têm um alcance bem maior que a altitude máxima imposta aos pilotos para não perturbar a aviação civil.

No domingo, uma calma aparente havia voltado às duas favelas envolvidas. Quatro mil e quinhentos policiais suplementares foram mobilizados no Rio para evitar novas tentativas de invasões de favelas. Policiais civis e militares estão em alerta em seus quartéis, depois da convocação dos que estavam de folga. O ministro da Justiça, Tarso Genro, propôs enviar um corpo de elite do Exército, oferta considerada inútil pelo governador do Estado do Rio, Sérgio Cabral.

Esses incidentes sangrentos podem manchar a imagem do Rio, particularmente aos olhos do Comitê Olímpico Internacional (COI) e, de maneira mais geral, atrair a atenção do mundo para a incapacidade das autoridades federais e locais em extirpar das grandes metrópoles do Brasil o câncer da violência que as corrói.

Para Genro, "ao escolher o Rio, o COI estava consciente de todo o trabalho que fizemos para reduzir e evitar a violência". A criminalidade no Rio não poderá desaparecer "por mágica" da noite para o dia, admitiu Cabral, antes de se comprometer a garantir a segurança dos Jogos Olímpicos: "Nós dissemos ao COI que não será fácil, e eles sabem disso. Mas poderemos colocar nas ruas 40 mil policiais e garantir o sucesso dos Jogos".

Eleito governador em 2007, Cabral lançou uma ofensiva inédita contra o crime organizado, cujo saldo por enquanto é a inegável "pacificação" de quatro favelas ocupadas permanentemente por policiais de proximidade. Quatro favelas das 1.020 que existem hoje na cidade.

Matéria do Le Monde, publicada no UOL Internacional.

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O quarador do Lu


Os grandes Lu Gastão, Carla Biolchini e Gui Rodrigues estão concorrendo ao Prêmio Internacional Poesia ao Vídeo, da Fliporto - Festa Literária Internacional de Porto de Galinhas (PE). O vídeo de autoria dos três resendendes - "Quarador" - está entre os 69 classificados e já ocupa o quarto lugar na votação on-line.

Para ajudar o Lu e seus amigos a faturarem o prêmio principal é só clicar aqui e votar. Os vídeos concorrentes estão do lado direito da tela, em ordem alfabética. Aí, são só mais dois cliques: um para selecionar o "Quarador" e outro, no final da lista, para votar. Não custa nada e o Lu - nosso incansável agitador cultural - vai ficar contente.

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Brasil é a potência do século 21 a se observar

Da BBC Brasil

Um artigo publicado na edição desta terça-feira do jornal Financial Times, compara duas visões antagônicas do país – uma negativa, na qual se sobressaem problemas de violência e desigualdade social, e uma positiva, que ressalta uma economia pujante e plena de recursos naturais.

Sem tomar partido por uma das visões, o comentarista Michael Skapinker diz que o país será "a grande história do próximo ano". Os fundamentos de sua avaliação foram apresentados por ele em um recente encontro que reuniu jornalistas de diferentes publicações internacionais.

"O Brasil acabava de passar por uma crise financeira em boa forma. O país estava sentado em uma vasta descoberta de petróleo em alto mar. Havia testemunhado a maior abertura de capital do mercado neste ano – os US$ 8 bilhões colocados em bolsa pelo braço brasileiro do Santander. Seria também a sede de dois dos maiores eventos esportivos do mundo: a Copa de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016."

Para Skapinker, o outro lado da moeda seria a violência. "Não pude esconder certa palpitação em relação às desvantagens conhecidas do Brasil", diz ele, citando relatos e notícias de furtos, assaltos à mão armada a sequestros.

"Não vi nada disso", diz o comentarista, que recentemente fez sua primeira visita ao Brasil. "Mas dois dias após minha saída do país, enfrentamentos armados entre gangues rivais no Rio custaram pelo menos 14 vidas, incluindo as de três policiais mortos quando o helicóptero em que estavam foi abatido."

Para o comentarista, "é grande crédito do Brasil que, durante vários dias de encontros e entrevistas no Rio e em São Paulo, ninguém negou que o crime violento é uma realidade no país, e pode ter um sério impacto no seu desenvolvimento".

Já pelo lado positivo, diz Skapinker, "o Brasil é um país com imenso potencial, um povo acolhedor e diverso, excelente comida e diversas empresas de porte mundial".

"Diferentemente da China, o Brasil não tem conflitos étnicos agudos e é uma democracia partidária. Os brasileiros reclamam da corrupção de seus políticos, mas apontam que, ao contrário dos Estados Unidos, os resultados das eleições presidenciais – a próxima é em outubro de 2010 – são anunciados rapidamente."

O comentarista acrescenta que a riqueza petroleira, em um país que produz a maior parte de sua energia de hidrelétricas e etanol, representa um "prospecto intrigante".

"Os brasileiros sabem que o petróleo pode ser uma maldição ou uma bênção. A maneira como empregarem sua nova riqueza determinará se o país se tornará uma força no século 21."

O comentarista encerra o artigo retomando sua idéia inicial. "O Brasil será uma grande história – não apenas no próximo ano mas por muitos anos."

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segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Os 90 anos do Seu Peru


O grande Orlando Drummond, dublador, ator, radialista e comediante, completou ontem (18 de outubro) 90 aninhos de vida.

O Cartoon Network fez esta bela homenagem ao artista que, entre outros, já dublou (e ainda dubla) Alf (o ETeimoso), Scooby-Doo, Popeye, Dentes-de-Sabre (X-Men), Sr. Coelho (de A Mansão Foster para Amigos Imaginários) e o Puro Osso, das Terríveis Aventuras de Billy e Mandy.

Parabéns e vida eterna ao inesquecível Seu Peru da Escolinha do Professor Raimundo.

Visto no Blog do Tas.

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domingo, 18 de outubro de 2009

Marge Simpson se revela na Playboy






Prévia das fotos que serão publicadas na edição de novembro

Sábios conselhos de uma mulher bem resolvida

PLAYBOY: Primeiro Marilyn Monroe, depois Madonna e agora Marge Simpson. Como é que uma recatada garota de Springfield foi parar na Playboy?
SIMPSON: Uma garota recatada como eu jamais exibiria o seu corpo se não fosse para arrecadar dinheiro para caridade. Por isso, estou doando o meu gordo cachê para a Sociedade de Preservação dos Coretos Históricos (SPCH). Os coretos estão desaparecendo, gente, e eles não voltarão!

PLAYBOY: Como foram as reações dos amigos e da família. O que Homer disse? Lisa? Bart?
SIMPSON: Homer disse que estava intrigado porque nunca tinha ouvido falar da sua revista. A noção de mulheres posando nuas em pêlo era completamente estranha para ele. Não é uma gracinha ele mentir assim? Quando Lisa ficou sabendo, ela disse que era estimulante ver uma mulher em pleno controle do seu corpo. Não é uma gracinha ela mentir assim? Quanto a Bart, ele jamais saberá disso, sob nenhuma circunstância.

PLAYBOY: Por que posar agora? Isso é algo que você considerava quando era mais jovem?
SIMPSON: Oh, não. Quando era jovem, eu não tinha a sabedoria e o equilíbrio necessários para me permitir ser fotografada em roupas íntimas, agachada junto a uma vitrola.

PLAYBOY: Quem assiste "Os Simpsons" sabe que você e Homer sempre tiveram um bom casamento e uma vida sexual saudável. Qual o seu segredo para o sucesso do relacionamento?
SIMPSON: Homer e eu temos uma regra que tem funcionado incrivelmente bem: Nunca ir para a cama com fome.

PLAYBOY: Que conselho você dá às suas filhas sobre homens?
SIMPSON: Eu sempre digo para a minha Lisa que ela deve se casar com o homem que a ame. Não importa se ele está perdendo cabelo ou acima do peso ou que passe a noite no bar... ou que esqueça o seu aniversário. O que importa é que você seja a única coisa que interesse a ele.

PLAYBOY: Que conselho você dá ao Bart sobre sexo saudável?
SIMPSON: Eu digo, "Você não encontrará nenhuma garota na prisão, que é para onde você parece que vai."

PLAYBOY: Quando você soube que Homer era o cara?
SIMPSON: Bem, quando o doutor disse que eu estava grávida, ouvi uma voz dizendo: "Este é o homem com quem você vai se casar." Era a voz da minha mãe.

Publicado na Playboy americana e traduzido pelo RA.

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Dúvida cruel

Agora não sei mais dizer o que foi pior na transmissão do GP Brasil de F1: o falatório do Galvão Bueno ou o Hino Nacional da Daniela Mercury...

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sábado, 17 de outubro de 2009

Resende ganha novo shopping em 2011


Publicado ontem na coluna Negócios & Cia do jornal O Globo

Para saber mais detalhes de como será o Shopping Agulhas Negras, entre na página da revista Fator Brasil dedicada ao Shopping São Gonçalo (ou no próprio site do shopping), que será inaugurado em outubro de 2010 na cidade de São Gonçalo (RJ) e que também está sendo comercializado pela ABL Empreendimentos e Participações, de Vicente Pierotti. A configuração pode ser igual ou muito semelhante.

O Boulevard Shopping São Gonçalo começou a ser erguido em fevereiro deste ano pela construtora Fonseca Mercadante e terá, entre outras atrações, lojas da C&A, Riachuelo, Renner, Ponto Frio, Ri Happy e Cine Arte (do grupo Unibanco Arteplex), além da rede de supermercados Sendas, que é um dos principais investidores.


Projeto da Praça de Alimentação do Shopping São Gonçalo

Em relação ao investidor institucional que está sendo mantido em sigilo, só podemos afirmar que se trata de uma grande empresa pública ou de uma instituição financeira privada (banco, seguradora, fundo de investimento ou de pensão, etc) ou ainda de alguma outra entidade que invista pesado no mercado de capitais, já que este é o conceito do termo "investidor institucional".

Por último, sobre a possível localização do novo shopping, não há, por enquanto, nenhuma informação a respeito. Mas, nós aqui da redação do RA arriscamos um palpite: quem sabe não seria aquele grande terreno vazio - e que passou por uma boa limpeza recentemente - localizado logo abaixo do quartel da Guarda Municipal, antes da ponte sobre o rio Alambari, na avenida Dorival Marcondes Godoy?

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