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segunda-feira, 31 de março de 2008

Piores presidentes dos EUA não tiveram amantes


Foto Vogue

Em uma entrevista à Folha na semana passada, o jornalista e escritor americano Gay Talese falou sobre o escândalo que derrubou o governador de Nova York, Eliot Spitzer, acusado de fazer uso de uma rede de prostituição. Talese comemorou a renúncia de Spitzer, "um moralista que defendia o fechamento de bordéis, mas pagava altas somas a prostitutas por favores sexuais".

Para o autor de "A Mulher do Próximo" e "Fama e Anonimato", este episódio atesta que o moralismo americano não mudou, ao contrário da mídia que, de alguns anos para cá, passou a investigar a vida íntima dos políticos, algo impensável na era Kennedy, por exemplo.

"John Kennedy foi presidente dos Estados Unidos e teve muitos casos, mas ninguém escrevia sobre sua vida sexual. Havia rumores, mas isso nunca foi conhecido, como foi com Bill Clinton, ou agora, com o governador de Nova York", disse Talese, por telefone, à repórter da Folha. Abaixo, alguns trechos da entrevista:

FOLHA - Os eleitores levam em conta o comportamento sexual do candidato?
TALESE - Não acho que faz diferença nenhuma desde que não se relacione com seu trabalho. John Kennedy foi um presidente muito bom e tinha amantes. Bob Kennedy, seu irmão, tinha amantes. Eram casados e tinham amantes. Lyndon Johnson tinha amantes. Eisenhower. Todos nossos bons presidentes tinham amantes. O presidente Richard Nixon não tinha amantes e foi um presidente ruim. Esse cara, George W. Bush, é um presidente ruim. E não tem amantes. Entende? Bill Clinton foi muito bom e teve. Os piores presidentes são os que não tiveram amantes. Nixon foi o pior de todos os tempos. E Bush é o segundo pior. Se Bush tivesse amantes, talvez não estaria matando tanta gente no Iraque e tendo essa politica de destruir a vida de tanta gente.

FOLHA - O senhor quer dizer que, se a vida sexual de Bush fosse menos comportada, seu governo seria melhor?
TALESE - Não digo que seria melhor, mas quando você olha... Os bons presidentes não eram pessoas que se "comportavam" sexualmente. Martin Luther King tinha muitas amantes. Matin Luther King! Nós temos um feriado para ele, ele é um herói nacional. E tinha muitas amantes. Muitas. Ele era um cara mau? Não, não era.

FOLHA - Mas por que o governador renunciou, se as pessoas não se importam tanto assim?
TALESE - A mídia faz as pessoas se importarem, porque repete, repete, repete e repete a história. Fica batendo até a morte. A mídia quer manter a história. Acho que é bom que Spitizer tenha sido exposto como hipócrita, porque é. Já Bush não é um hipócrita sexual, mas é hipócrita em várias outras formas.

FOLHA - Em que formas?
TALESE - Ele diz que estamos tentando levar democracia para o mundo. E não estamos. Estamos invadindo o mundo, forçando eles (outros países) a se ajustarem a nossa política. A administração de Bush critica os chineses em direitos humanos, e nós invadimos os países de outras pessoas e levamos atrocidades para esses países. Não estamos em uma posição em que podemos dizer que somos melhores que os outros. Somos piores, de certo modo.

Para ler a entrevista na íntegra, clique aqui.

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Ramones retornam em DVD duplo


Da Folha Online

Se você tem menos de 25 anos, certamente não teve a oportunidade de assistir a uma apresentação ao vivo dos Ramones. Para os roqueiros, isso pode ser considerado uma grave falha na formação musical. Principalmente em se tratando de um roqueiro brasileiro, já que a banda sempre foi cultuada por aqui e incluiu o país em cinco turnês.

Para corrigir essa lacuna na formação da nova geração e despertar a nostalgia na "velha guarda", chega ao Brasil o DVD duplo "It's Alive 1974-1996", uma extensa reunião de gravações de shows de toda a carreira da banda, dos tradicionais inferninhos nova-iorquinos CBGB e Max's Kansas City (os primeiros a abrigar o grupo) até clubes europeus e estádios argentinos. O Brasil, infelizmente, fica fora do registro.

São 32 performances, com a banda em suas diferentes formações. Além dos fundadores Johnny (guitarra), Joey (vocal), Dee Dee (baixo) e Tommy (bateria), os outros Ramones - Marky (que assumiu a bateria de 1978 a 1983 e depois de 1987 até o final), C-Jay (que substituiu Dee Dee no baixo em 1989) e Richie (bateria de 1983 a 1987) - marcam presença.

Se os discos do grupo são fundamentais para entender a história do rock e da música pop em geral, é nos shows que se compreende a vitalidade punk da banda, que garantiu seus 22 anos de carreira. Suas músicas simples e curtas, com levadas e melodias pop, ficam muito mais rápidas e sujas ao vivo.

E a performance do grupo no palco acompanha a crueza do som: eles quase não interagem, e cada um tem um estilo distinto. Joey é o mais soturno e introspectivo; Dee Dee faz o gênero doidão; Johnny está sempre concentrado e furioso, enquanto Tommy e depois Marky permanecem escondidos atrás da bateria. Durante os shows, eles trocam poucas palavras com a platéia, emendando uma música na outra após os habituais "one, two, three, four".

Além dos shows, o DVD tem vários extras curiosos, um prato cheio para os fãs e um ótimo aperitivo para os iniciantes.

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Estresse infantil


Foto Reuters

Crianças chinesas aprendem técnicas de relaxamento no jardim da escola primária de Jinan.

Publicado no Olho Mágico.

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domingo, 30 de março de 2008

Sons do paraíso

Vejam só a seqüência que acabou de tocar na Paradise: uma música do Arcade Fire (que não deu tempo de anotar o nome) seguida da Tocata em Ré Menor, de Bach, e de Ocean Breakup/King of the Universe, da Electric Light Orchestra. Pode uma coisa dessa? Pode. Mas só no paraíso.

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sábado, 29 de março de 2008

Universal perde mais uma ação contra a Folha

Do Portal Imprensa

Na última quinta-feira (27), o Poder Judiciário extinguiu mais um processo civil iniciado em nome de um fiel da Igreja Universal do Reino de Deus contra a empresa Folha da Manhã S/A, que edita a Folha, e contra a jornalista Elvira Lobato. Esta já é a 20ª ação favorável ao diário e sua repórter.

Andressa Torquato Silva, juíza substituta de Uiraúna (PB), entendeu que o fiel Antonio Mendes da Silva Neto não tem legitimidade para mover um processo de indenização contra o jornal pois "inexiste menção nominal em nome do autor" na reportagem que teria provocado, disse ele, "sentimento de tristeza e de amargura".

O argumento usado pela juíza é semelhante ao de outros magistrados. Este processo de decisões parecidas é igualmente proporcional ao modo como as ações foram apresentadas. Ou seja, como todos os processos possuem acusações que não se diferenciam, a Justiça não tem muito trabalho em justificar sua decisão, uma vez que já existe uma base de conhecimento sobre o fato.

A Folha de São Paulo lembra, ainda, que até a última quinta-feira, 76 ações foram ajuizadas em nome de seguidores Universal que se dizem ofendidos com a reportagem "Universal chega aos 30 anos com império empresarial", publicada em dezembro.

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Catarro de volta

Dando uma geral nos Favoritos do RA, descobri que o impagável (já que ninguém paga mesmo) Sergio Faria retornou de suas longas "férias". Serjones não atualizava o seu Catarro Verde desde meados de fevereiro, quando postou uma única palavra: "Cansei".

Agora, a página de abertura está cheia de novidades, todas elas - como sempre - de matar de rir. Bem-vindo de volta ao batente, grandissíssimo Sergio! Você, ao contrário do coelhinho da páscoa, não dá o cu.

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Ouvindo a verdadeira Billie Holiday



Em postagens recentes, comentei sobre o novo disco da Madeleine Peyroux (destacando a sua enorme semelhança com Billie Holiday) e relembrei os bons tempos da fita-cassete. Muito bem. Hoje resolvi juntar os dois assuntos em um só post. É que o papo sobre fitas-cassete me levou a rever a minha velha coleção, que andava esquecida há tempos. E logo no início da viagem de volta ao passado encontrei uma das minhas melhores aquisições, justamente a que vocês estão vendo aí em cima.

Trata-se de uma seleção de canções populares americanas gravadas por Billie Holiday, em 1956, para o lendário selo Verve. São treze músicas famosas, entre as quais, "Cheek to cheek", "Gone with the wind", "I get a kick out of you" e "Sophisticated Lady". Acompanhando "Lady Day", a nata do jazz clássico, representada por Ben Webster (sax-tenor), Benny Carter (sax-alto e trumpete), Barney Kessel (guitarra) e Jimmy Rowles (piano).

O detalhe é que esta gravação histórica foi relançada, em 1987, apenas em fita-cassete, na coleção "Walkman Jazz", produzida para rivalizar em qualidade sonora com os discos de vinil. Senão vejamos: os registros originais foram remasterizados digitalmente e regravados em fitas de dióxido de cromo com o recurso Dolby. Tudo isso conseguiu eliminar o característico ruído de fundo da fita-cassete, garantindo um som tão perfeito que, mesmo hoje, não fica nada a dever aos registros em CD. Diria até que no quesito "som encorpado", este cassete bate o CD.

E com tanta perfeição sonora, fica ainda mais gostoso ouvir Billie Holiday cantando "I gotta a right to sing the blues". Mesmo porque se a insuperável "Lady Day" não tiver o direito de cantar blues, quem terá? Madeleine Peyroux? Essa é a grande diferença entre as duas: Billie Holiday você ouve e não pensa em mais ninguém, enquanto que Madeleine Peyroux te leva de volta a... Billie Holiday!

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Primeiras imagens do novo filme de Woody Allen











"Vicky Cristina Barcelona", novo filme de Woody Allen, está sendo rodado na Espanha (em sua maior parte) e nos Estados Unidos (em Nova York). O trio de atores principais é formado por Javier Bardem, Penélope Cruz e Scarlett Johansson. A estréia está prevista para setembro.

Publicado no La Vanguardia e editado pelo RA.

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sexta-feira, 28 de março de 2008

Imagens de sexta


A primeira névoa do ano


Um belo fim de tarde

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Coisa do destino


Escrevi aqui outro dia que me sentia dividido em relação à Madeleine Peyroux. Se por um lado ficava arrepiado toda vez que ouvia "Dance me to the end of love" - jóia rara do grande Leonard Cohen -, por outro me incomodava a incrível semelhança de sua voz com a da Billie Holiday, musa maior entre as minhas cantoras favoritas de jazz.

Mas aí, hoje de manhã, quando tocou na Paradise "I'm all right" (do segundo CD de Mme. Peyroux, "Half the Perfect World"), eu resolvi que iria comprar esse disco. Pelos arranjos delicados dos músicos que a acompanham, pelo som do órgão Hammond em "Blue Alert", pela gravação de "Smile" (do Charles Chaplin), pela participação de K. D. Lang na belíssima "River" (da Joni Mitchell), e também pela voz de Madeleine Peyroux, que lembra, sim, Billie Holiday.

Pois bem. Agora há pouco, passeando pelas Americanas, não é que encontro - escondido numa estante de promoções - justamente o disco que tinha decidido comprar um dia, em algum lugar, quem sabe, quando achasse? Quase não acreditei na minha sorte, mesmo porque nunca tinha visto um CD da Madeleine Peyroux nas Lojas Americanas. Pensei, então, "isso é coisa do destino", enquanto caminhava contente, alegre e feliz até o caixa.

Agora, que já estou ouvindo o disco pela terceira vez, digo que ele é mesmo muito bom! Pena que na embalagem econômica (custa só R$ 14,90) não tenha encarte com fotos, letras das músicas e nomes dos músicos. Mas tudo isso pode ser encontrado no site da cantora, que também é bom demais.

Como se vê, acabei fazendo um excelente negócio, daqueles que não caem do céu todos os dias. A bem da verdade, um negócio anunciado, desde que ouvi hoje de manhã "I'm all right", ou seja, "Eu estou ótimo"!

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Datas


Ruy Castro, na Folha Online

No dia 28 de março de 1968, a PM invadiu um restaurante popular, de estudantes, na ponta do Calabouço, no Rio, para conter uma manifestação. Um tiro acertou o jovem Edson Luiz, recém-chegado do Pará e que morreu sem nada a ver com o peixe. Do episódio resultaram passeatas contra a ditadura e mais tiros, bombas e prisões, que, por sua vez, levaram à Passeata dos 100 Mil, e todo o imbróglio desaguou no AI-5.

No momento em que a bala atingia o garoto, eu entrevistava Tom Jobim num botequim em Ipanema, para a revista "Manchete", onde trabalhava. O corpo de Edson seria levado nos ombros de seus colegas até a Assembléia Legislativa, na Cinelândia. Mas, ali, entre chopes, risos e bossas novas, não sabíamos de nada, nem podíamos saber.

Era a primeira vez que me sentava com Tom e, por isso, ficou fácil associar aquele dia ao assassinato de Edson. Mais tarde, à noite, eu próprio iria para a Cinelândia, onde Edson estava sendo velado, e seguiria seu enterro na noite seguinte, do Centro a Botafogo, a pé.

Calhou que, por muitos anos, eu não voltasse a ver ou a falar com Tom. Ele fora morar fora, eu também e, mesmo quando os dois estavam no Rio, as circunstâncias não favoreciam. Até que, um dia, em 1988, o destino (mais exatamente, a fome) me conduziu a uma churrascaria do Leblon. E lá estava Tom, numa mesa, com Ronaldo Bôscoli, meu ex-colega de TV Globo. Ronaldo me chamou a sentar com eles.

Para meu espanto, Tom me reconheceu. E, ao dar uma espiada de passagem no jornal que comprara na banca em frente, vi um título na primeira página: "Fazem hoje 20 anos da morte do estudante Edson Luiz". Era uma incrível coincidência. Bem, pela intolerável urgência do tempo para passar, esta data, só importante para mim, também faz 20 anos nesta sexta-feira.

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Para ouvir com a namorada


Houve um tempo, meninos e meninas do século 21, que não havia computadores, CDs e MP3. Só existia discos de vinil (long-plays e compactos) e fitas-cassete, comparáveis aos CDs de hoje no tamanho, no preço acessível e na possibilidade de gravar e reproduzir músicas.

Nós, jovens do século passado, temos uma longa história de convivência com essa "mídia" que nos permitia misturar diversos estilos musicais ou gravar discos inteiros das nossas bandas (na época, conjuntos) preferidas. Era quase tão simples como hoje: alguém comprava um disco e socializava a aquisição gravando cópias em fitas-cassete para os amigos, parentes e namoradas. Era também o início da pirataria musical, que ganharia força extraordinária com a invenção do CD.

Mas havia algumas diferenças básicas, a começar pela qualidade da gravação, que dependia muito do equipamento utilizado e das marcas das fitas-cassete. As melhores eram a Philips, a Basf, a Maxell e a TDK, todas importadas. Mais tarde, surgiram as fitas de cromo, que tinham qualidade de som comparável aos discos, além de um baixo nível de ruído.

Outra diferença é que as fitas-cassete eram feitas para durar a vida inteira, embora muitas vezes enrolassem nos mecanismos internos do gravador, danificando pequenos trechos das músicas gravadas. Hoje, um CD tem durabilidade indefinida e - devido ao preço cada vez mais baixo - costuma ser descartável.

Ainda tenho guardadas muitas fitas-cassete gravadas há 20, 30 anos. Todas ainda tocam com a mesma qualidade de som do passado. Outro dia mesmo ouvi "Paul is Live", que tenho também em CD e DVD. Para ser sincero, nem reparei na diferença de qualidade entre o som analógico e o digital.

Pois muito bem. Ontem, visitando o Blogowisk - recém-adicionado aos Favoritos do RA -, me deparei com uma fita-cassete idêntica às que eu usava no século 20, uma Philips holandesa, de 60 minutos (30 de cada lado). No centro da figura, um botão (seta) "play" que eu não hesitei em apertar.

Uaaaaaal!!! A fita começou a rodar como se fosse de verdade, embora o som fosse digital. Fiquei abobalhado, olhando a mágica da fita-cassete girando no monitor, enquanto revivia a melhor fase da minha vida analógica. E não sosseguei enquanto não descobri como se fazia aquilo para mostrar a vocês aqui no RA.

Tenho certeza que muitas lembranças vão brotar da mente de cada um que passou horas e horas gravando músicas para ouvir no toca-fitas do carro enquanto passeava com a namorada. Naquela época, "digital" se referia apenas aos dedos, geralmente entrelaçados, dos namorados. Pelo menos, enquanto a fita não enrolava no bom e velho Roadstar do Fusca rebaixado.

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quinta-feira, 27 de março de 2008

Coppola começa filmagens na Argentina



Da Folha Online

A presidente argentina, Cristina Fernández de Kirchner, recebeu ontem na Casa Rosada o cineasta americano Francis Ford Coppola, que está em Buenos Aires preparando as filmagens de sua próxima produção.

A última atividade de quarta-feira da presidente foi uma rápida conversa com o diretor, que na próxima segunda-feira começará a rodar em Buenos Aires seu novo projeto, "Tetro", protagonizado pela atriz espanhola Maribel Verdú e pelo ator americano Vincent Gallo.

"Tetro" vai contar a saga de uma dinastia de artistas italianos que migraram para a capital argentina. De acordo com Coppola, o filme será rodado em preto e branco, falado em duas línguas (espanhol e inglês) e ambientado em dois tempos: o primeiro no presente e o segundo algumas décadas atrás.

Matéria editada pelo RA.

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Almodóvar cria blog para falar do novo filme



Da Folha Online

O cineasta espanhol Pedro Almodóvar abriu um novo blog na internet, no qual pretende relatar passo a passo a concepção de seu próximo filme, "Los abrazos rotos" ("Os abraços cansados", na tradução livre).

A nova página de Almodóvar foi inaugurada ontem (dia 26) e mostra fotografias da preparação do novo filme, nas quais é possível ver algumas atrizes como Penélope Cruz e Blanca Portillo ou o diretor escrevendo.

O blog em espanhol, inglês e francês também traz textos de Almodóvar sobre seu novo filme e sobre a experiência de relatar a filmagem em um site. Dois trechos:

"Terminei o primeiro rascunho do roteiro na semana terminada em 21 de outubro. Desde então - escrevo isso em uma tranqüila manhã do sábado de Páscoa -, já estou na sexta versão."

"Estou entusiasmado com os atores dos principais papéis: Lluis Homar, Penélope Cruz, Blanca Portillo e José Luis Gómez. É o que mais me dá segurança na hora de acordar e dar vida a esta história. Eles."

Pitaco do RA: O blog do Almodóvar ainda não está funcionando 100% (só abre a versão espanhola e não há nenhum vídeo no botão correspondente), mas já é um dos mais belos trabalhos no gênero. Totalmente demais!

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Cariocas abandonam a TV

Daniel Castro, na Folha Online

A audiência da TV aberta no Rio de Janeiro despencou nos últimos anos. Quase 20% do total de televisores da Grande Rio foram desligados entre 2005 e 2008. Em 2005, o Rio registrava média diária de 44% de televisores ligados, dentro da média nacional. Em 2006, foram 42%. Em outubro de 2007, o percentual despencou para 37%. Em fevereiro, o índice atingiu 36%. A média nacional continua superior a 42%.

Com a queda, o Rio ultrapassou Belo Horizonte no "ranking" das capitais que menos vêem TV. Na capital mineira, a média em fevereiro foi de 38% de televisores ligados. Brasília, outra cidade tradicionalmente de maior resistência à TV, teve 41% de ligados no mês passado. Fortaleza e Salvador têm alto índice de televisores ligados: 46% e 45%, respectivamente. São Paulo teve 44%.

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quarta-feira, 26 de março de 2008

Peladonas ilustres


A casa de leilões Christie's colocará à venda em abril em Nova York uma foto em que a atual primeira-dama da França, Carla Bruni, aparece nua. A foto foi feita há 15 anos pelo renomado fotógrafo suíço Michel Comte.

No leilão a Christie´s também vai vender fotos de brasileiras famosas, como Luiza Brunet e Gisele Bündchen, em poses sensuais e tiradas por fotógrafos famosos.

A porta-voz da Christie's, Milena Sales, diz que o leilão será realizado em 10 de abril e que o preço previsto da fotografia da terceira mulher do presidente da França, Nicolas Sarkozy, foi fixado entre US$ 3 mil e US$ 4 mil (entre R$ 5 mil e R$ 7 mil).

Sales também disse que o retrato, como os outros 135 lotes que serão leiloados, é uma "obra de arte, tirada em 1993 por um fotógrafo de prestígio reconhecido", o que justifica perfeitamente que seja colocado à venda.

A fotografia, que mostra a cantora e ex-modelo em pé, foi tirada em preto e branco e faz parte da ampla coleção do alemão Gert Elfering, na qual também há retratos de Kate Moss e Christy Turlington, todos carregados de erotismo e sensualidade.

Matéria publicada no Portal G1.



A cantora londrina Amy Winehouse, tão famosa por seus cinco prêmios Grammy quanto por seus problemas com as drogas, aparecerá nua na edição de abril da revista britânica "Easy Living" para conscientizar as mulheres sobre a importância da prevenção do câncer de mama, sobretudo as mais jovens.

Na foto, feita por Carolyn Djangoly, Amy aparece completamente despida, protegida apenas por dois adesivos pretos sobre os seios e por uma guitarra, que oculta suas partes íntimas.

No mesmo número de "Easy Living" - e para a mesma campanha - também posam nuas a cantora Sade e a atriz Helena Bonham Carter.

Matéria do El País traduzida e editada pelo RA.

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Imagem de terça


Foto feita ontem às 18:36

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terça-feira, 25 de março de 2008

Cataratas do Iguaçu se mudam para Curitiba

Acabo de ler a seguinte manchete na janela do Portal G1 aqui do lado:

"Falta de chuva diminui nível de cataratas em Curitiba"

No texto que descreve o "fenômeno", o repórter informa que "a chuva dos últimos dias na cabeceira do Rio Iguaçu, na região de Curitiba, não foi suficiente para alterar a vazão do rio, que tem registrado volume abaixo da média considerada normal." Mais adiante, ficamos sabendo que "quem visita as cataratas percebe que a vazão está menor, mas isso não tira a beleza do lugar. Os turistas acabam registrando em fotos a nova paisagem."

Muito bem. Nosso amigo - ou nossa amiga - repórter só não levou em conta que as famosíssimas Cataratas do Iguaçu ficam, na verdade, próximas da cidade de Foz do Iguaçu, localizada no extremo oeste do estado do Paraná, a 640 quilômetros da capital Curitiba. É um caso típico de quanto mais se tenta justificar o erro, pior ele fica.

Mais uma: Caramba, o que está havendo hoje com o pessoal do G1? Vejam esta manchete: "Vítima morre com tiro na cabeça no bairro da Liberdade". Ora, só usamos o termo "vítima" quando já informamos que uma pessoa foi assaltada, ferida, assassinada, etc. A partir daí, ela se torna uma vítima. Antes disso, é um homem, uma mulher, uma criança, um idoso, etc. Por isso, a manchete correta deveria ser "uma pessoa (homem, mulher, criança, idoso) morre com tiro na cabeça..." Em seguida, poderíamos escrever "vítima chegou a ser socorrida pelo Corpo de Bombeiros", como foi feito na reportagem.

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Volta por cima - Parte 2




















A Votorantim ainda é apenas um enorme terreno devastado

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Quem tem razão na 'guerra dos aeroportos'?


Brasileiros não admitidos na Espanha desembarcam em São Paulo
(Folha Imagem)

Uma questão de sensibilidade

Matéria do El País

Em 2007, 24.300 estrangeiros não cumpriram algum dos requisitos que se exigem para entrar na Espanha e foram enviados de volta a seus países de origem. 3.000 eram brasileiros. Uma proporção considerável em termos absolutos, mas não tão exagerada se levarmos em conta que a chegada de brasileiros à Espanha tem aumentado exponencialmente nos últimos seis anos.

A quantidade de brasileiros que viajam para a Espanha é, no entanto, pequena, apenas 90 mil pessoas, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística de 2007. Porém, esta cifra demonstra um aumento de 324% desde 2001. E os números continuam crescendo. Diariamente, 800 brasileiros aterrisam na Espanha nos 12 vôos que ligam o país com o Brasil.

Este aumento de chegadas é, segundo fontes policiais, a única razão de se ter multiplicado o número de expulsões. Isso tem causado um mal-estar no governo brasileiro, que está aplicando medidas similares para acalmar uma opinião pública inflamada pelos meios de comunicação.

"No segundo semestre de 2006, a média de brasileiros retornados era de uns 20 por mês. Em fevereiro passado foram 536. Os números são suficientemente eloqüentes para mostrar que houve uma mudança na aplicação das regras", explica uma fonte da embaixada brasileira em Madri.

"Não queremos que se deixe passar imigrantes ilegais brasileiros, porém toda regra tem uma margem de aplicação, mais ou menos rigorosa, que se pode aplicar com maior ou menor sensibilidade. O que vamos exigir é essa maior sensibilidade, para que os problemas ocorridos até agora não se repitam".

Título, tradução e edição do RA.

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O retorno de 'Mad'


O primeiro número da nova edição brasileira


Edição americana comemorativa dos 50 anos


Capa americana do primeiro número da revista

Do Blog dos Quadrinhos

A revista de humor "Mad" pode ser norte-americana, mas a trajetória dela no Brasil parece o bordão usado pelo governo federal: não desiste nunca.

Nesta semana, a publicação volta às bancas através da Editora Panini, que investiu em uma nova roupagem editorial: a numeração foi reiniciada e a revista agora é produzida inteiramente em cores, uma novidade em relação às versões anteriores.

A edição segue a mesma linha do que sempre se viu na "Mad": uma sátira de filme ("Harry Podre & A Bosta no Tênis"), muitas histórias curtas (entre elas, as de Sergio Aragonés) e as famosas brigas de "Spy vs. Spy".

Das 44 páginas deste número de estréia, 11 possuem conteúdo nacional. A revista é editada por Otacílio d´Assunção, o Ota, que acompanhou todas as outras versões da "Mad" no Brasil. É ele também que produz a parte nacional (a estrangeira fica a cargo de Raphael Fernandes).

É de Ota, por exemplo, o texto de "Meu Nome Não É Enjôony", adaptação de "Meu Nome Não é Johnny", filme brasileiro estrelado por Selton Mello, ainda em cartaz. Ota, que também faz a tira "Dom Ináfio" para o Jornal do Brasil, diz na introdução da revista que já entrou no Guinness como o editor há mais tempo ligado à "Mad".

"Foram até agora quatro editoras, quatro séries, cada uma pior que a outra, e vamos continuar mantendo o mesmo ritmo", conclui no típico humor da revista.

As quatro editoras a que ele se refere são Vecchi (de 1974 a 1983), Record (de 1984 a 2000), Mythos (de 2000 a 2006) e, agora, Panini. Nos Estados Unidos, a publicação surgiu em 1952, pela EC Comics. Hoje, pertence à DC Comics, mesma editora de Super-Homem e Batman.

A marca da revista é Alfred E. Neuman, figura de rosto abobalhado, mostrada em versão de terror na capa deste primeiro número, que chega às bancas vendido a R$ 5,90.

Matéria editada pelo RA.

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segunda-feira, 24 de março de 2008

Muito cuidado com a Cissa Guimarães!



Vejam só quanta "criatividade" desperdiçada! Na mais absoluta falta do que fazer, os hackernalfabetos elegeram ninguém menos que Cissa Guimarães como a mais nova "Égua de Tróia" da web. Será que alguém vai cair numa armadilha assim tão bandeirosa? De qualquer forma, vou ficar esperto. Depois dessa, só me falta receber uma mensagem da Maria Sharapova propondo um jantar romântico em Paris!

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Imagem de segunda


Notícias frescas na Revistaria Agulhas Negras

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Morre Neil Aspinall, o outro "quinto Beatle"


Neil e Paul nos gloriosos anos 60

Morreu ontem, aos 66 anos, Neil Aspinall, ex-chefe da gravadora Apple Corps, informaram hoje os ex-beatles Paul McCartney e Ringo Starr, em comunicado divulgado em Londres.

Aspinall, que morreu de câncer no Memorial Sloan-Kettering Cancer Center de Nova York, era considerado por muitos na indústria musical o verdadeiro "quinto Beatle", apelido que também foi dado ao produtor do grupo, George Martin.

O antigo executivo, que estudou com McCartney e Harrison, seus amigos de infância, em Liverpool, trabalhou como motorista e segurança da banda, à qual transportava em um furgão aos shows antes de alcançarem o estrelato.

À medida em que crescia a popularidade do grupo, Aspinall passou a atuar como representante e confidente dos Beatles até 1968, quando se tornou o gerente da Apple Corps.

Embora tenha aceitado o cargo "só até quando encontrassem outra pessoa", acabou dirigindo a gravadora de 1968 até o ano passado, quando abandonou o posto.

Como chefe da Apple Corps, Aspinall produziu "The Beatles Anthology" (1995-1996) e "The Beatles 1" (2000), entre outros discos de grande sucesso.

Apesar de seus poucos dotes musicais, Neil Aspinall chegou a participar do coro de "Yellow Submarine", uma das canções mais famosas do grupo, e tocou instrumentos de percussão em "Magical Mystery Tour" e "Sgt. Pepper's".

Matéria publicada no UOL Música e editada pelo RA.

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Continua o êxodo de brasileiros para o exterior


A famosa Oxford Street, em Londres

Da BBC Brasil

O êxodo de brasileiros em busca de uma vida melhor no exterior continua levando milhares imigrantes a deixar o país todos os anos quase três décadas após o início da "diáspora".

Desde 1980, registros dos aeroportos sugerem que o Brasil tem perdido mais pessoas do que recebido. O movimento chegou a ter uma pausa entre 2001 e 2004, mas, a partir de 2005, o êxodo retomou sua força.

Em países considerados destinos preferenciais de imigrantes, como a Espanha, os Estados Unidos e a Grã-Bretanha, o fluxo incessante de brasileiros tem chamado a atenção das autoridades e se reflete com clareza em estimativas e em números oficiais de imigração.

Na Espanha, o número de brasileiros mais que dobrou nos últimos três anos. Segundo estimativas da ONG S.O.S. Racismo, havia cerca de 30 mil brasileiros no país em 2005. Em 2007, seriam 80 mil, um aumento de 166%.

Nos Estados Unidos, os brasileiros são a segunda nacionalidade em um lista do Departamento de Segurança Nacional com a origem de clandestinos. Em 2000, o número de brasileiros sem documentação somava 100 mil. Em 2006, eram 210 mil. O aumento de 110% no período só é inferior ao registrado pelos indianos, de 125%.

Na Grã-Bretanha, os brasileiros são a nacionalidade mais barrada nas fronteiras há três anos consecutivos. Em 2006, de acordo com os últimos dados do Ministério do Interior, 4,9 mil brasileiros foram impedidos de entrar no país.

Matéria resumida pelo RA.

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O magnata mais jovem do mundo



Do UOL Notícias

Ele vive num apartamento de um quarto com um colchão no chão e veste camiseta e sandálias, mas, aos 23 anos, o americano Mark Zuckerberg é o mais jovem magnata do mundo, graças a seu site de relacionamentos Facebook, avaliado em 1,5 bihão de dólares.

Muitos milionários levam toda uma vida para construir fortuna, mas para Zuckerberg foram necessários apenas quatro anos. Tudo começou em fevereiro de 2004, quando ele lançou junto com alguns colegas da Universidade de Harvard um novo site para se fazer amigos na internet.

Nesta semana, Mark Zuckerberg entrou para o exclusivo rol de 1.125 magnatas do mundo que possuem mais de um bilhão de dólares, segundo uma lista estabelecida pela revista financeira americana Forbes, na qual ele ocupa o 785º lugar.

Segundo a Forbes, o guru dos investimentos dos Estados Unidos Warren Buffett é o homem mais rico do mundo, passando o magnata mexicano das telecomunicações Carlos Slim e o americano Bill Gates, fundador da Microsoft.

Conhecido pela aparência desleixada, sempre de camiseta e sandálias, longe dos tradicionais terno e gravata dos empresários de megacorporações, Zuckerberg foi apelidado de "o novo príncipe da internet" pelo site especializado Valleywag.

"Ele é atualmente o magnata mais jovem do mundo e acreditamos que também seja o mais jovem a ter construído sua própria fortuna", disse o editor da Forbes, Matthew Miller.

Para avaliar a fortuna de Zuckerberg em 1,5 bilhão de dólares, a Forbes se baseou em uma prudente estimativa de 5 bilhões de dólares como sendo o atual valor do Facebook, considerando que o jovem possui 30% da empresa.

Nascido em 1984 em uma familia judia de Dobbs Ferry, no estado de Nova York, Zuckerberg começou a programar computadoras aos doze anos, antes de entrar no Universidade de Harvard em 2002.

Aos 19 anos, lançou o Facebook junto com vários colegas em um computador instalado no dormitório universitário. O objetivo era socializar com os outros alunos, e em duas semanas dois terços dos estudantes de Harvard haviam aderido ao novo site.

O Facebook logo se espalhou para outras instituições de ensino americanas: a Universidade de Boston, o MIT, Stanford, Columbia, Yale, Princeton, até conquistar boa parte da rede universitária dos Estados Unidos.

Em poucos meses, Zuckerberg se mudou para Palo Alto, na Califórnia, abriu um escritório e não apareceu mais para as aulas em Harvard.

Dois anos depois, o Facebook se tornou um sucesso mundial, com 64 milhões de usuários e seu fundador transformado no magnata mais jovem do planeta.

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domingo, 23 de março de 2008

Uma bela campeã




Ana Ivanovic, em Indian Wells (Fotos AFP e Reuters)

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sábado, 22 de março de 2008

Fera ataca musas no Torneio de Indian Wells


A russa Kuznetsova rebate para eliminar...


sua compatriota Sharapova...


e enfrentar a sérvia Ivanovic na final

Fotos das agências EFE e Reuters, publicadas no UOL Esporte.

Título, legendas e edição do RA.

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sexta-feira, 21 de março de 2008

YouTube Awards elege melhores vídeos de 2007



Do Portal G1

O YouTube anunciou nesta sexta (21) os vencedores da segunda edição de seu "Oscar" particular. Internautas votaram em vídeos divididos em 12 categorias e ajudaram a premiar obras como o "Tetris humano" e "Harry Potter de marionetes".

As categorias incluíram desde temas "fofos", com bebês e animais de estimação, até outros mais "sérios", como documentários e flagrantes de notícias.

O vencedor da categoria música foi Tay Zonday, barítono norte-americano de 25 anos de idade que compôs "Chocolate rain" – música em ritmo de karaokê que ganhou rótulo "cult" e se reproduziu em versões pela rede.

O melhor video de comédia transformou personagens de "Harry Potter" em marionete, e a produção mais "fofa" mostra um bebê rindo e caindo pelos cantos de uma casa. A apresentação de "Tetris humano", em que pessoas com roupas coloridas se movem em um auditório para simular o jogo, foi eleito o mais criativo.

Apesar do expressivo número de visitas e de ter chamado atenção da imprensa, o documentário sobre o pré-candidato democrata "I got a crush on Obama" perdeu o prêmio para "Stop the clash of civilizations", sobre as relações entre ocidente e oriente.

Os vencedores foram escolhidos entre seis vídeos indicados em cada uma das 12 categorias. Segundo o porta-voz do YouTube Aaron Ferstman, a pré-seleção avaliou fatores como número de visitas de cada vídeo e a repercussão na comunidade.

Para ver todos os vencedores, clique aqui.

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Jennifer Lopez apresenta os gêmeos


Do Portal G1

Jennifer Lopez posou pela primeira vez com seus filhos gêmeos para uma foto que estampa a capa da mais nova edição da revista "People". A publicação traz 12 páginas da cantora e atriz com o marido Marc Anthony e os rebentos Max e Emme.

Os filhos do casal nasceram no último dia 22 em Long Island. Os gêmeos, um menino e uma menina, são os dois primeiros filhos de Lopez, de 38 anos, e o quarto e o quinto de Anthony, de 39 anos. Os artistas se casaram em 2004.

Pitaco do RA: Li hoje mesmo, em algum lugar, que a maravilhosa Angelina Jolie também está grávida de um casal de gêmeos. Pelo visto, a cegonha resolveu dar plantão nas montanhas de Hollywood!

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Elvis Costello não quer mais saber de CD


Eliot Van Buskirk, na Wired

Para o seu primeiro álbum desde 2004, Elvis Costello aparentemente planeja ignorar o formato CD. Previsto para chegar às lojas no dia 22 de abril, "Momofuku" estará disponível apenas em vinil, com um código para o download das músicas na internet.

Nós estávamos esperando que um artista famoso seguisse essa trilha desde que Josh Madell, sócio da lendária loja de discos Other Music, afirmou que o o formato Vinil+Download iria substituir o CD.

Matéria traduzida e editada pelo RA.

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Pirata virtual pode pegar dez anos de cadeia

Da Folha Online

O norte-americano Robert Matthew Bentley, 21, declarou-se culpado e pode ser condenado a até dez anos de prisão por instalar um software publicitário em computadores europeus sem autorização, informou hoje o FBI (polícia federal americana).

Bentley será julgado no final de maio por um tribunal da Flórida.

O pirata virtual é acusado de fraude eletrônica e conspiração para cometer fraude eletrônica e, além da pena de prisão, pode ser condenado também ao pagamento de uma multa de até US$ 250 mil.

Sua confissão encerra uma investigação internacional que começou em 2006 e da qual participaram vários países europeus, acrescentou o FBI.

Bentley participou de uma rede que, sem permissão de seus usuários, instalava em computadores um software chamado DollarRevenue, que faz com que janelas ou pop-ups com anúncios publicitários apareçam na tela do computador.

Pitaco do RA: Pena que isso só acontece nos EUA. Tivéssemos um FBI por aqui, talvez eu já estivesse livre dos irritantes (só pra ser educado) pop-ups do Mercado Livre que grudaram no Resende Afora. Tudo bem que o mercado seja livre, mas encher o saco dos outros tem limite!

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Época São Paulo estará nas bancas em abril


Do Comunique-se

"Prepare-se para ver a cidade com outros olhos." É o que promete a Editora Globo com o lançamento da Época São Paulo, nas bancas a partir de 25/04. Encartada junto à revista Época na última edição de cada mês, os jornalistas liderados pelo diretor de redação, Alexandre Maron, ex-revista Monet, querem fazer diferente: uma revista "antenada", na definição de Maron, com as pepitas de ouro dos garimpeiros-jornalistas, do que há de melhor – e ainda ninguém notou – em São Paulo.

A publicação começa com a seção Marco Zero, que tem como destaques o Vá a Pé, com dicas de como visitar lugares legais da cidade economizando na poluição, no transporte, no bolso e nas calorias, e também o Bichanos, uma seção que dá informações para quem cria bichos de estimação.

A revista continua com um grande perfil: "Gente que brilha e ninguém conhece", como afirma Frederic Zoghaib Kachar, diretor-geral da Editora Globo. Segue com uma grande reportagem e, sem seguida, tem um roteiro, o Navegador, com Gastronomia, Noite e Crianças entre as suas seções.

"Diferentemente de um roteiro em revista, a Época São Paulo será uma revista que tem roteiro", define Zoghaib Kachar. A redação de Época São Paulo, acrescenta o diretor da Editora Globo, já está formada, egressa de outras redações da editora.

Pitaco do RA: Toda nova publicação começa com o mesmo discurso, que é mais ou menos este: "vamos mostrar coisas nunca vistas antes e dar uma abordagem diferente aos assuntos conhecidos". Acontece que nessa área de revistas regionais, tudo já foi feito, de quase todas as maneiras possíveis. Não tem muito o que inovar. O máximo que a Época São Paulo pode apresentar é uma diagramação bonita e eficiente, belas fotos, ilustrações caprichadas e matérias interessantes. Mesmo porque a época das revoluções na mídia impressa já passou faz tempo.

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quinta-feira, 20 de março de 2008

Filósofo defende o direito de ficar bêbado

Meu nome é Javier Esteban, tenho 42 anos, nasci e vivo em Madri. Licenciado em Filosofia e Direito, dirijo a revista universitária "Geração XXI". Sou casado e tenho duas filhas, Alma (10) e Sol (8). Sou um excêntrico de centro. Sou sufi: caminho para onde caminha o amor. O poder combate a embriaguez. A embriaguez é um direito humano fundamental.

Entrevista ao La Vanguardia:

La Vanguardia - O que é a embriaguez?
Javier Esteban - Uma expansão da consciência que descortina os véus que ocultam a realidade.

LV - Desde quando ela existe?
Esteban - Desde sempre. Até os animais se drogam com substâncias naturais, com frutos fermentados... Formigas, cabras, pássaros, macacos... Todos se extasiam e brincam!

LV - Então nós somos como os animais?
Esteban - Não, eles agem por um determinismo instintivo, mas nós temos liberdade! Liberdade para a embriaguez. Liberdade para experimentar com a nossa consciência.

LV - Liberdade para nos drogarmos?
Esteban - É o uso dessa liberdade que nos torna humanos! O direito à embriaguez, portanto, é um direito humano fundamental.

LV - Quem é que coíbe o direito humano à embriaguez, em sua opinião?
Esteban - A Igreja católica e o Estado (igreja laica), que querem fiscalizar a nossa consciência.

LV - Castigando os motoristas bêbados?
Esteban - Não, eu não me oponho a sancionar as condutas que são perigosas para terceiros. Mas critico o fato de que estão boicotando o autocontrole que temos de nossa consciência.

LV - Desde quando isso acontece?
Esteban - Começou com a destruição do templo grego de Eleusis, no século 4 d.C.

LV - Agora você foi longe!
Esteban - Desde o ano de 1.500 a.C., no contexto dos mistérios eleusinos, acontecia um ritual de embriaguez que cada grego vivia uma vez na vida, e isso lhes abria as portas da consciência.

LV - Em que consistiam esses mistérios?
Esteban - Eram rituais que aconteciam à noite. Em comunhão coletiva, eles ingeriam um enteógeno.

LV - O que é um enteógeno?
Esteban - A palavra significa "deus existe dentro de mim". É uma substância psicoativa capaz de induzir a uma experiência extática de unidade com o cosmos. Uma vivência da divindade.

LV - Que substância era ingerida em Eleusis?
Esteban - Uma sopa de cereal chamada "kikeon", que continha cornelho de centeio, um fungo com uma substância psicoativa idêntica ao LSD, o enteógeno mais poderoso conhecido.

LV - O que acontecia então?
Esteban - Cada um vivia a sua própria experiência de consciência expandida. Símbolos eram mostrados e cenas eram representadas para guiar o indivíduo ao autoconhecimento.

LV - Era uma embriaguez ritualizada?
Esteban - Sim, fazia parte do sistema, em benefício da livre consciência de cada indivíduo. Isso foi varrido, destruído. Hoje sentimos falta disso, e nossos jovens, ignorantes, acabam causando danos a si mesmos em suas irrefreáveis tentativas de embriaguez.

LV - Quem destruiu esse ritual?
Esteban - Os bárbaros e os monges cristãos nestorianos, no século 4 d.C. A cultura ocidental ficou sem referência de embriaguez.

LV - Temos o vinho, o álcool...
Esteban - Não são enteógenos, são muletas úteis para nossas vidas insatisfatórias, escravizadas pelo rendimento econômico. E, em vez de expandir a consciência, a deixam turva.

LV - Um pouco de álcool pode cair muito bem.
Esteban - A verdade é que o veneno está na dose, como diziam os gregos.

LV - Que personagens ilustres sabiam disso?
Esteban - Toda a obra de Platão é uma crônica de embriaguez! Aqueles filósofos, assim como os xamãs, chegavam ao êxtase, assim também como os druidas e depois as bruxas, ou até mesmo os místicos, ébrios sem substâncias, que tanto inquietaram a Igreja. O poder estabelecido sempre combateu essas pessoas!

LV - Por que motivo?
Esteban - Não há nada mais dissolvente que o livre acesso à própria consciência! Por isso Nixon arremeteu contra os profetas do LSD (Hoffman, Junger, Michaux, Wason, Huxley, Kesey, Leary...), cujas experiências alimentaram o feminismo, a militância ecológica, o pacifismo, os direitos civis... Nixon declarou guerra à consciência: quando começou a guerra contra a droga, começou a grande catástrofe.

LV - Que catástrofe?
Esteban - Milhões de presos, dezenas de milhares de mortos, narcoditaduras, a terceira maior fonte de renda do mercado negro no mundo, camponeses com fome, multiplicação de politoxicomanias... A proibição da droga foi o maior erro do século 20!

LV - Você propõe eliminar a proibição?
Esteban - Por acaso a proibição evitou que nossas crianças estejam se metendo com drogas aos 13 anos de idade? Não! Pelo contrário: a proibição presenteia as máfias com um poder imenso.

LV - Um político colombiano já me disse isso...
Esteban - Muitos governantes já reconhecem o fracasso da praga proibicionista.

LV - Você faz a apologia das drogas?
Esteban - Das drogas não, mas da embriaguez. Qualquer pessoa maior de idade deveria poder consumir qualquer substância (com o limite único da liberdade de terceiros). E, veja só, Silicon Valley nasceu da embriaguez de pessoas como Bill Gates. Que, por sinal, já admitiu que fumou alguns baseados!

Javier Esteban é autor do livro "O Direito à Embriaguez" ('El derecho a la ebriedad', Editora Amargord), um panfleto em defesa do direito que as legislações feitas durante o século 20 consideram um perigo. Esteban insiste: "Não defendo as drogas, mas sim o arroubo, o êxtase, a embriaguez a que toda consciência tem direito". Esse estado ao que o místico chega sem precisar de nenhuma droga.

Publicado no UOL Mídia Global e editado pelo RA.

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O declínio da mídia impressa

Publicado no Blog do Azenha

De acordo com um estudo recém-divulgado pela comScore, uma empresa de Reston, na Virgínia, especializada em fazer medições no mundo digital, os não leitores de jornal nos Estados Unidos são aqueles que passam mais tempo na internet. Já os leitores de jornais estão entre os que mais freqüentam os sites ligados à mídia tradicional.

"O fato de que as gerações atuais estão crescendo com notícias de graça online é um indicador de que a mídia impressa deve continuar seu declínio", disse Jack Flanagan, vice-presidente executivo da comScore.

"Mas a internet representa uma oportunidade significativa - e pode até ajudar - as marcas jornalísticas existentes, inclusive para atingir novos consumidores com conteúdo vivo, em tempo real. O fato de que a mídia impressa está em declínio não significa que há menos consumidores de notícias. Na verdade, o oposto é verdadeiro."

Quem tem mais de 65 anos de idade lê jornal três vezes acima da média, enquanto na faixa dos 18 aos 24 anos de idade 38% não lêem jornal uma vez sequer em uma semana típica.

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Enfim, o outono

Começou nesta madrugada, às 2h48m, a mais bela e agradável estação do ano. Hora de retomar as caminhadas e fotografar muito, aproveitando a luz suave das tardes e das manhãs. Um ótimo dia a todos!

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quarta-feira, 19 de março de 2008

Cinco anos de matança e destruição



No dia 19 de março de 2003, o serial killer americano George W. Bush anuncia em rede mundial a invasão do Iraque.



De lá para cá, 4 mil soldados americanos e 90 mil iraquianos foram mortos.



Muitos tentaram deter o assassino Bush, que teve a coragem de dizer hoje que o mundo está melhor, depois que ele invadiu um país soberano, destruiu uma das mais antigas capitais do mundo, matou milhares de inocentes e gastou bilhões de dólares numa guerra que não serviu para nada. Ou ele já se esqueceu que o seu verdadeiro inimigo, Bin Laden, continua vivo, livre, leve e solto em algum lugar do Oriente Médio? Ainda bem que o Obama - e não o Osama - vem aí.

Fotos da Agência AFP, publicadas no UOL Notícias.

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Jornais pedem desculpas aos pais de Madeleine


Foto EFE

Da Folha Online

Os jornais britânicos "The Daily Express" e "The Daily Star" pediram hoje desculpas em suas capas aos pais de Madeleine McCann, a menina que desapareceu no dia 3 de maio de 2007 em Portugal, por divulgar uma suposição de que eles seriam culpados pelo desaparecimento da filha.

"Sabemos que não há provas para sustentar outra teoria que não seja a de que Kate e Gerry são completamente inocentes e que não têm relação alguma com o desaparecimento de Madeleine", afirmaram os dois jornais.

O grupo Express - responsável pela publicação dos jornais - indicou que pagará uma substancial quantia como indenização, que será destinada à fundação Madeleine, criada pelos McCann para a busca da menina.

Matéria editada pelo RA.

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