Já estão à venda os novos cartões-postais Resende de ORo

sábado, 29 de abril de 2006



Uma homenagem dos nossos leitores nova-iorquinos

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Fim da retrospectiva

Mesmo porque, já estou bastante cansado... Espero que vocês tenham gostado de rever algumas das matérias publicadas no RA ao longo desse primeiro ano de atividades. Amanhã começa tudo de novo e espero ter fôlego para agüentar mais um ano na labuta. Novamente, obrigado pela audiência e continuem por aqui. Até!

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A atriz Anna Zelma é Mariúcha, na bela foto de Lu Gastão

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Moviola Digital exibe os dois primeiros curtas

Publicado no dia 17 de novembro de 2005

A Moviola Digital - Núcleo de Criação Audiovisual - oficializa hoje (a partir das 20 horas, no auditório do Senac) o início de suas atividades em Resende. Durante o evento, serão exibidos os dois primeiros curta-metragens produzidos pela associação. São eles:

A Festa - roteiro de Laís Amaral e Robson Monteiro, com os atores Eduardo Arbex, Marie Louise Garansson e Daniel Fortes, entre outros. Direção de Gulu Monteiro.

Feliz Aniversário - curta de Gulu Monteiro, rodado em Paris no início do ano.

Próximo lançamento (para o começo de 2006):

Mariúcha - roteiro de Daniel Fortes baseado na vida da professora resendense Maria Augusta Dinorá Freire, a 'Mariúcha', interpretada pela atriz Anna Zelma. A direção também é de Gulu Monteiro.

Muito sucesso e vida longa à Moviola Digital.

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Mensagem da Maria Sharapova

Querido Otacílio:

Em primeiro lugar, quero lhe dizer que fiquei muito honrada por ter sido eleita a Musa Nº 1 do RA. Só não lhe escrevi antes porque estou sempre participando de torneios em diversas partes do mundo e não me sobra tempo para mais nada. No entanto, quando uma amiga minha (a Anna Kournikova) disse que hoje era o primeiro aniversário do RA, resolvi que era o momento certo para agradecer todo o carinho que você me dedicou neste ano, e dizer também que eu acho você um gato! Aparecendo em Moscou, me liga, tá?

Um beijo,

Maria Sharapova.

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Vista parcial de Resende no dia do seu aniversário de 204 anos

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Resende completa 204 primaveras

Publicado no dia 29 de setembro de 2005

Neste dia especial, o RA não poderia deixar de prestar uma pequena homenagem à musa maior, verdadeira razão de sua existência e inspiração constante na labuta diária de produzir as imagens que ilustram - há alguns anos - os cartões-postais da cidade, o saudoso livro "Resende - De Pontes, Rios e Sonhos", o blog que vos fala e os folhetos, folders, banners e quadros solicitados por empresas locais.

Muitos falam que minhas fotos não reproduzem a realidade da cidade, que Resende não teria - nem de longe - a beleza que aparenta nos postais. Nunca concordei com esse pensamento, mesmo porque, jamais fiz uso de truques fotográficos (digitais ou não) para melhorar uma cena gravada no filme. O segredo de uma boa foto urbana está, basicamente, no enquadramento, naquilo que o fotógrafo considera importante ser registrado. Isso significa que em meio a ruas esburacadas, luminárias quebradas e quilômetros de fios de alta-tensão embolados diante de prédios históricos em decomposição, é sempre possível selecionar um ângulo que não mostre nada disso.

Poderia, é claro, fazer o oposto, só fotografar o lado feio da cidade (o que, convenhamos, seria muito mais fácil, em meio a tantos problemas). Mas, nesse caso, seria obrigado a mudar completamente o meu estilo e, também, procurar uma profissão paralela para sobreviver, já que não haveria mercado para imagens tão desagradavelmente realistas. Prefiro continuar explorando a beleza (enquanto ela houver) e acreditar na utopia de que, um dia (mesmo contrariando o poeta), as imagens corresponderão aos fatos.

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A Banda Sinfônica da AMAN se apresenta no Calçadão de Resende

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Filho de um dos músicos da banda, o garotinho tenta não desafinar

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Sexta de música no Calçadão

Publicado no dia 26 de agosto de 2005

Há alguns anos eu penso fotografar a Banda Sinfônica da AMAN tocando no Calçadão de Campos Elíseos. Acontece que essas esporádicas apresentações musicais acontecem sempre sem aviso prévio, nos fins de tarde e, diante do fato consumado, nunca dá tempo de correr atrás das câmeras. Mas hoje foi diferente: surpreendi os músicos ainda afinando os instrumentos e, finalmente, o desejo realizou-se. O resultado (ou parte dele) está aí em cima, exclusivamente para vocês, amáveis e fiéis freqüentadores do RA.

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Comissão técnica do Brasil anota estatísticas no jogo com o Japão

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As finais do Quadrangular de Vôlei

Publicado no dia 29 de junho de 2005

O Brasil, sem muitas dificuldades, conquistou ontem (dia 28), aqui em Resende, o Quadrangular Internacional de Voleibol Sub 20, vencendo Sérvia e Montenegro por três sets a zero. Em terceiro lugar ficou a seleção japonesa, que ganhou da Costa Rica pelo mesmo placar, no jogo preliminar.

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Retrospectiva do RA

Para quem chegou agora e não está entendendo nada, vale lembrar que hoje estamos comemorando o primeiro aniversário do Resende Agora com uma pequena retrospectiva das melhores matérias publicadas no ano que passou. Estamos, também, postando mensagens que nos chegam, a todo o momento, de diversas partes do mundo, parabenizando - algumas delas, nem tanto - o nosso incansável trabalho. Por isso, seja bem-vindo à festa. A propósito, vai de vinho, cerveja ou cachaça?

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Mensagem do ex-ministro José Dirceu

Senhor Otacílio:

Aniversário do RA? Eu repilo, eu repilo, eu repilo!!

José Dirceu.

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Espaço cultural volta à cena na Fazenda do Castelo

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Liturgia Íntima no Teatro Moinho do Castelo

Publicado no dia 09 de junho de 2005

Amanhã, dia 10 de junho, estréia a primeira peça da poetisa e escritora resendense Marta Carvalho Rocha, marcando a reabertura do Teatro Moinho do Castelo, localizado na histórica Fazenda do Castelo. No formato de um monólogo com quase 50 minutos de duração, Liturgia Íntima expõe o balanço de 30 anos de uma paixão não concretizada, enfatizando a solidão do ser humano e o absurdo da vida.

Na pele da protagonista, a consagrada atriz Anna Zelma em seu primeiro monólogo, desafio que ela diz enfrentar com grande prazer por dois motivos especiais: "ter a oportunidade de interpretar um texto poético de altíssima qualidade e reabrir o Teatro Moinho do Castelo". Na direção do espetáculo, o experiente Eduardo Arbex, que se diz emocionado com o retorno ao "teatro de tantas alegrias passadas".

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O Sr. Incrível trabalhando no Calçadão

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Orgulho de ser palhaço

Publicado no dia 04 de junho 04 de 2005

O resendense Rogério Afonso Bulhões, 37 anos de idade, nunca se importou de ser chamado de palhaço por onde anda. Esta é, na verdade, a sua profissão, exercida com muito humor há 23 anos, desde que decidiu levar a sério o dom de divertir as pessoas. Vestido de super-herói e empunhando um megafone, Rogério pode ser visto quase todos os fins-de-semana no Calçadão e nas principais ruas de Campos Elíseos, anunciando restaurantes, lojas de calçados, supermercados, farmácias e perfumarias.

Todos o conhecem e ele circula à vontade vestido de Chapolin, de Batman ou de Homem-Aranha, alguns de seus mais de 20 personagens. A fantasia de palhaço, primeira que ele vestiu, está cada vez mais rara. No entanto, o nome ficou: todos o chamam assim, desde os fiéis clientes – que bancam o seu sonho de viver a vida fazendo o que gosta – até os desconhecidos transeuntes. A sua passagem provoca sempre uma onda de sorrisos e comentários, como um samba de Bezerra da Silva a espalhar alegria pelo bairro, dobrando esquinas, atravessando ruas, percorrendo as mesas dos bares e se instalando no coração das pessoas.

É bom vê-lo passar. Os problemas do dia-a-dia são esquecidos momentaneamente, enquanto o palhaço vende o seu peixe, coberto de cores e de razão. Entre um reclame e outro, ele fala com as crianças, com os vendedores ambulantes, com os fiscais de loja, com os guardas-municipais, sempre andando, sem jamais desligar o megafone. Parece imbuído de uma missão. A exemplo do Profeta Gentileza – que nos anos 80 decorou pilastras de viadutos do Rio de Janeiro com mensagens de amor, respeito e solidariedade –, Rogério está convencido de que alegria gera alegria. Se em Gotham City vive um milionário fantasiado de morcego, em Resende temos o privilégio de contar com um verdadeiro super-herói disfarçado de palhaço.

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Homenagem pixada no que restou do Muro de Berlim

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Mensagem da Glória Maria

Otacílio:

Pô cara, que que você tem contra mim? Publicar um post dizendo que me odeia só porque eu acho tudo ma-ra-vi-lho-so, sen-sa-cio-nal, um lu-xo e faço questão de aparecer mais do que os meus entrevistados no Fantástico? Ou será que foi porque eu sou antipática, metida, deslumbrada e melhor amiga da Narcisa 'Que Loucura!' Tamborindeguy? Neste fatídico aniversário do RA, eu só tenho três coisas a lhe dizer: Vai procurar tua turma! Vai te catar! Vai pra...

Glória Maria.

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O elenco de "Vinícius... é Demais" posa no Armazém

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André, Cláudia e Thiago são demais

Publicado no dia 03 de junho de 2005

Hoje, acontece no Armazém apresentação única do consagrado espetáculo "Vinícius de Moraes... É demais!" Concebido há 12 anos pelo ator e diretor resendense André Whately, o enredo conta a trajetória de um dos maiores poetas da língua portuguesa pelo universo da música popular brasileira, mais precisamente, pelos caminhos da Bossa Nova, destacando as suas parcerias com Tom Jobim, Carlos Lyra, Baden Powell e com o grande amigo e companheiro Toquinho.

Já tendo sido apresentado com elencos diversos, o espetáculo parece ter encontrado agora o seu formato ideal: além de André Whately, que conduz a trama recitando poesias e intercalando as músicas com textos sobre a vida do poetinha, temos o violão virtuoso do jovem Thiago Zaidan e a maravilhosa voz de Cláudia Martins, interpretando com brilho e personalidade pérolas consagradas nas vozes de Elis Regina, Gal Costa e Maria Creusa, entre elas, "Samba da Bênção", "Samba do Avião", "Insensatez", "Berimbau", "O Canto de Ossanha" e, claro, "Garota de Ipanema".

O espetáculo, de altíssimo nível, poderia estar sendo sucesso em qualquer teatro ou casa noturna do Rio de Janeiro (onde já foi apresentado na Plataforma), de São Paulo ou de qualquer grande capital brasileira. A nossa sorte é que, hoje, ele está bem ali, no Armazém, a poucos minutos de distância, sem trânsito, cambistas ou flanelinhas para atrapalhar a noite.

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Enviado por George W. Bush

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Mensagem do presidente Bush

Dear Otacílio:

Outro dia, você disse em um post que eu ser o homem mais odiado do planeta. Sorte sua não morar aqui nos United States porque, senão, eu já teria mandado você, há muito tempo, para o Iraque ou para o Afeganistão - ou, quem sabe, direto para Guantânamo. By the way, eu estar pronto pra começar outro guerra no Irã e preciso urgentemente de mais soldados. Você, por acaso, não querer visitar o meu país com tudo pago pelo meu governo? Garanto que será uma viagem inesquecível. Uncle Sam wants you!

Best regards,

George W. Bush.

PS: I wish a very sad birthday to Resende Agora!

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Parabéns pra você

É big, é big, é big, é big, é hora, é hora, é hora, ha-tchim-bum!!!
RA RA RA RA RA!!!

Comentário do Lula: Côpanhero, quem ri por último, ri milhó!

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Aqui ou em Nova York, é triste ver fechar uma livraria

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A loja da esquina

Publicado no dia 02 de junho de 2005

Pela quinta vez assisto "Mensagem pra você" (You've got mail), da roteirista e diretora Nora Ephron. Já tinha visto no cinema (uma vez), em vídeo (duas vezes), em DVD (uma vez) e, agora, acabei de rever no Universal Channel, da Sky. O filme, lançado em 1998, não é nenhuma maravilha da sétima arte e nem de longe se compara a qualquer obra do Woody Allen, mesmo que o cenário seja também Nova York. Mas é muito bom de ver.

A história, para quem não sabe ou não se lembra, é a da jovem (e bela) proprietária de uma antiga livraria (The Shop Around the Corner, algo como A Loja da Esquina), que vê o seu negócio ruir depois da inauguração de uma megastore (a Fox Books) do outro lado da rua. Acontece que a vítima em questão (Meg Ryan, na pele da doce Kathleen Kelly) vem trocando e-mails com um desconhecido pelo qual acabará se apaixonando, sem imaginar ser ele justamente o seu algoz, o milionário Joe Fox (interpretado por Tom Hanks), dono da Fox Books.

Absolutamente nada a ver com a anunciada venda da Intervalo Cultural (foto acima), exceto a tristeza diante da possibilidade de livros, mais uma vez, serem substituídos por sapatos ou medicamentos. Não cabe também analisar as razões do aparente fracasso, que podem ser várias e, algumas, inexplicáveis. Mas uma grande reportagem sobre o amor aos livros, publicada no caderno Sinapse da Folha de São Paulo do último domingo, traz uma revelação esclarecedora sobre o hábito da leitura no Brasil.

Para quem pensa que os brasileiros lêem muito pouco, uma recente estatística nos coloca em segundo lugar entre os países de toda a América que mais consomem livros, atrás apenas dos Estados Unidos. O grande problema é que este universo de leitores representa apenas 16% de nossa população, ou seja, uma pequena minoria espalhada por todas as cidades que possuem livrarias. E Resende tem três, que poderiam continuar abertas para sempre.

De volta à ficção, a trama segue mostrando a progressiva decadência da pequena Loja da Esquina, incapaz de concorrer com o enorme estoque, com as amplas instalações e com os reduzidos preços do vizinho predador, tudo embalado por uma trilha sonora de arrepiar o público de meia-idade (Harry Nilsson, Carole King, Louis Armstrong, Randy Newman e Joni Mitchell, entre outros). Depois de promover uma passeata contra a chegada da grande rival e de atacar o desalmado Joe Fox pela tevê, só resta uma alternativa a Kathleen diante da irreversível queda nas vendas: fechar a sua pequena, charmosa e tradicional livraria.

No fim do filme, como era de se esperar, ela descobre a identidade secreta do namorado virtual e, aí, é impossível resistir à emoção do encontro dos dois no Riverside Park, ao som de "Somewere over the rainbow", cantada por Harry Nilsson. Principalmente quando ele diz a ela: "não chore, shopgirl (garota da loja, o apelido de Kathleen na Internet), não chore", antes do único e definitivo beijo. Contado assim é bem piegas, digno de um autêntico filme B. Mas em se tratando de Tom Hanks e Meg Ryan – numa química perfeita, num cenário mais que perfeito, com músicas que marcaram toda uma geração –, a coisa muda de figura. Dá uma vontade enorme de ver (viver) de novo!

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Homenagem dos funcionários do Aeroporto de Frankfurt

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Mensagem do Lima Duarte

Otacílio:

Não gostei nenhum pouco de ler o seu comentário (publicado no dia 26 de março) sobre as minhas críticas à TV Globo. Quem é você para me criticar? Eu, que nasci em Desemboque, perto de Sacramento, no interior de Minas Gerais, e fui para São Paulo de carona num caminhão de manga, com apenas 15 anos de idade, posso falar mal de quem eu quiser. Só não falo mal de você porque eu não lhe conheço, como também não conhecia esse tal de Resende Agora, que, me disseram, está fazendo aniversário hoje. Na verdade, com todo o respeito, eu quero que você e o seu blog vão pra ponte que os partiu. E com a benção do meu padim padre Ciço Romão Batista. Tô certo ou tô errado?

Lima Duarte.

PS: Sassá Mutema é a mãe!

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Quarta-feira, 18 de maio de 2005



Turíbio Santos no auditório da AEDB

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Jazz no Calçadão

Publicado no dia 09 de maio de 2005

Sábado passado (27/05/2005), véspera do Dia das Mães, o Calçadão esteve mais movimentado do que nunca. É que, além da data especial (última chance para comprar o presente da mamãe), houve também um encontro de motociclistas (concentrados de frente à Makell) e um show do saxofonista Aniceto e sua banda. É a segunda vez que eles se apresentam ali, no tradicional palanque armado próximo ao relógio digital, louvável iniciativa da Casa da Cultura Macedo Miranda.

Para mim, o melhor de Resende acontece sempre nas manhãs de sábado do Calçadão. É quando as pessoas circulam alegres e descontraídas, curtindo a liberdade depois de uma semana inteira dedicada ao trabalho e à correria cotidiana. E se o sábado é de sol e estamos em pleno outono - a estação mais agradável do ano -, tudo fica ainda mais bonito, com jeito de primeiro mundo. A boa música só reforça esse sentimento, fazendo as vezes de trilha sonora para os momentos felizes (e fugazes) dessas manhãs ensolaradas.

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Sexta-feira, 29 de abril de 2005


A Ponte Velha na manhã do dia do centésimo aniversário

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Mensagem do presidente Lula

Côpanhero Otacílio:

Infelizmente, eu não posso lhe desejar felicidades neste primeiro aniversário do Resende Agora. E não posso fazer isso porque você me sacaneou muito durante esse ano. Escreveu coisas que até Deus duvida a meu respeito e a respeito de meus côpanheros do PT, gente da melhor qualidade, como o Zé Dirceu, o Genoino e o Paloffi. A minha vingança é que o Brasil vai ser campeão na Alemanha e eu vou ser reeleito em outubro. Aí, você vai ter de me aturar mais quatro ano, um ano para cada dedo da minha mão esquerda. Mas côpanhero, veja bem, vê se pega leve daqui pra frente, senão eu vou ser obrigado a baixar o pau, digo, a baixar uma medida provisória pra tirar este seu blog de merda do ar.
Tamo conversado?

Atenciosamente,

Luiz Inácio Lula da Silva.

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Uma homenagem dos fiéis leitores cariocas

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Aniversário do RA

Bom dia, pessoas! Hoje será um dia especial para o meu, o seu, o nosso Resende Agora que está, quem diria, completando um ano no ar. Durante estes exatos 365 dias, muita água do Paraíba do Sul rolou sob as pontes de Resende (por sinal, todas elas pintadas e/ou reformadas). Por isso, vamos aproveitar a data para fazer uma pequena retrospectiva dos fatos marcantes noticiados pelo RA até agora.

Como parte das comemorações do primeiro aniversário, o Resende Agora ganhará um novo visual a partir do dia 1º de maio, quando iniciaremos, também, uma nova filosofia de trabalho. Na verdade, a idéia é resgatar a proposta original do blog que, desde a escolha do nome, nasceu com o objetivo de ser um diário da cidade de Resende e não um espaço dedicado à política nacional, como vem acontecendo desde que estourou o escândalo do mensalão.

Portanto, retornando às suas origens, o RA passará a se ocupar exclusivamente de Resende e da Região das Agulhas Negras. Ocasionalmente, poderemos destacar algum evento de interesse dos resendenses - shows, peças de teatro, filmes, exposições - acontecendo em cidades próximas, o que inclui a capital, Rio de Janeiro, e São Paulo, os dois maiores centros culturais do país.

Para os que sentirem falta da política - e, principalmente, da malhação do Lula e de seus asseclas -, uma outra novidade: nos próximos dias, vamos inaugurar um novo blog dedicado a noticiar as bandalheiras perpetradas no Brasil e no mundo por seus infames políticos (Bush, of course, à frente de todos eles). E para facilitar a vida dos visitantes, o RA vai exibir as principais manchetes do novo blog, com links estratégicos para um confortável ir e vir.

Bom, agora chega de blá, blá, blá e vamos começar a festa que, por sinal, já está atrasada. Muitíssimo obrigado pela companhia e a colaboração de vocês neste primeiro ano do RA. Que estejamos todos juntos no próximo aniversário. Divirtam-se!

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sexta-feira, 28 de abril de 2006

Ao grande mestre Acácio


Uma lembrança dos bons tempos da Marquês de Paraná

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Iraque já custou US$ 320 bi, diz relatório

Publicado na Folha Online

A Guerra do Iraque já custou aos EUA US$ 320 bilhões, e, mesmo que a retirada das tropas americanas comece neste ano, já terá custado mais do que a Guerra do Vietnã, segundo relatório divulgado pelo não partidário Serviço de Pesquisas do Congresso (CRS, na sigla em inglês).

A estimativa só poderá intensificar as preocupações geradas pela presença americana no Iraque, cujos custos diretos já chegam a cerca de US$ 6 bilhões por mês, ou US$ 200 milhões por dia.

O governo George W. Bush se nega a fornecer qualquer cifra global específica sobre o custo da guerra. Mas o Senado se prepara para aprovar em maio mais uma lei de gastos emergenciais, o que significa que o Iraque terá consumido US$ 101 bilhões apenas no ano fiscal de 2006, quase o dobro dos US$ 51 bilhões gastos em 2003, o ano da invasão -e tudo isso numa época em que o déficit orçamentário federal alcança níveis quase recordes.

Entretanto, segundo a análise do CRS, essas cifras são pequenas quando comparadas ao que ainda está por vir. Bush quer desesperadamente anunciar uma redução importante no contingente militar americano no Iraque, de 130 mil homens, antes das eleições parlamentares de novembro, nas quais a desilusão pública com a guerra ameaça resultar em uma catástrofe para os republicanos.

Entretanto, mesmo que tudo proceda relativamente bem, os custos da guerra até a conclusão de uma retirada feita em partes podem superar a marca dos US$ 370 bilhões. Isso tornaria o conflito do Iraque, que está em seu quarto ano, mais caro, em termos financeiros, do que a Guerra do Vietnã, que durou oito anos.

A Guerra do Vietnã custou 58 mil vidas americanas, muito mais do que os quase 2.400 soldados americanos mortos no Iraque até agora. Em valores atuais, porém, ela custou "apenas" US$ 549 bilhões, muito menos do que os US$ 690 bilhões do Iraque e da conta projetada em US$ 811 bilhões que inclui as guerras do Iraque e do Afeganistão.

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Beleza Pura


Para se apaixonar de vez, visite o site da atual diva do rock mundial

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Shakira é a grande vencedora do Billboard Latino

Publicado no UOL Música

A colombiana Shakira ganhou cinco prêmios Billboard Latinos na cerimônia realizada nesta quinta-feira, enquanto o perdedor da noite foi o porto-riquenho Daddy Yankee, vencedor em apenas três categorias, apesar de ser o favorito.

A diva do rock também foi reconhecida por seu trabalho com a "Fundación Pies Descalzos", dedicada a ajudar as crianças deslocadas pelo conflito interno de quatro décadas em sua terra natal.

"Há pessoas que fazem muito mais do que eu, e estou pensando nesses professores rurais e religiosos que caminham quilômetros e quilômetros para chegar a zonas violentas em meu país e a muitos lugares do mundo (...) que vivem anonimamente o drama da exclusão, da desigualdade e da pobreza", disse ela, nos agradecimentos.

Entre outros prêmios, Shakira venceu nas categorias de Álbum do Ano Feminino por "Fijación Oral Vol.1" e, junto com o espanhol Alejandro Sanz, pelo sucesso "La Tortura", Tema do Ano, Canção Mais Difundida e Ringtone do Ano (toque de celular).

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quinta-feira, 27 de abril de 2006

Nem o Dalai Lama dá jeito


Bandido atira e joga granada em policiais no centro da cidade

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Botão do Pânico

Da coluna Coisas do Rio, no JB

Com a crescente onda de assaltos no Rio de Janeiro, houve um aumento de 300% nas vendas do chamado Botão do Pânico desde o início do ano. A engenhoca, com formato de um controle remoto, pode ser transportada para qualquer lugar e, quando acionado, dá aviso a uma matriz de controle de casos de invasão de domicílio e assalto. O preço do Botão do Pânico ainda é barato, se comparado ao possível prejuízo.

Pitaco do RA: Isso é mais ou menos igual ao botão que os caixas de banco têm no chão ou debaixo do balcão (sacaram a rima tripla?). Algumas vezes, dá até pra acionar; outras vezes, a vítima fica paralizada de medo e não consegue mexer um único músculo. Além disso, existe a opção do bandido perceber o movimento da vítima e meter-lhe uma bala na cabeça. Cá pra nós (e que ninguém nos ouça), não é uma instrumela dessas que vai resolver o monstruoso problema da violência no Rio. Mesmo porque nunca haverá um número suficiente de policiais para atender a tantos chamados.

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Deu no New York Times


Raquel Pacheco não abandona Surfistinha
(Foto NYT)

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O fenômeno cultural Bruna Surfistinha

Escrito por Larry Rohter, do New York Times

Ela usa o nome Bruna Surfistinha, e dá novo significado à frase "beijar e contar". Primeiro em um blog que logo se tornou o mais popular do país e agora em seu livro de memórias campeão de vendas, ela excitou brasileiros e tornou-se celebridade com seus relatos gráficos e diários da vida de garota de programa.

Mas não foi apenas seu uso sagaz da Internet que fez de Bruna, cujo nome real é Raquel Pacheco, um fenômeno cultural. Ao vir a público com suas experiências, ela contrariou a convenção e iniciou um debate vigoroso sobre valores e práticas sexuais, revelando um país que nem sempre é tão desinibido quanto o mundo às vezes acredita.

Entrevistada no escritório de seu editor, Raquel, 21, disse que o blog que se tornou seu veículo para a fama surgiu quase por acidente. Mas depois que começou, logo percebeu seu potencial comercial e capacidade de transformá-la de mais uma garota de programa, como são chamadas as prostitutas de alta classe no Brasil, em empresária do erotismo.

"No início, eu só queria extravasar meus sentimentos; nem coloquei uma fotografia ou número de telefone", disse ela. "Eu queria mostrar o que acontece na cabeça de uma garota de programa, e não encontrava nada assim na Net. Eu pensei que, se eu tinha curiosidade, outros também teriam."

Guru sexual

Raquel transformou essa curiosidade em sucesso de vendas com o livro "O Doce Veneno do Escorpião", que fez dela uma espécie de guru sexual. Uma mistura de autobiografia e manual, vendeu mais de 100.000 cópias desde que foi publicado, no ano passado, e acaba de ser traduzido para o espanhol.

Raquel disse que em noites de autógrafo, 80% do público é feminino. Ela não esperava isso porque a maior parte de seus leitores no blog parecia ser masculina, inclusive clientes que "queriam ver como classificava sua performance". Na sua opinião, o alto nível de interesse feminino em suas experiências sexuais reflete um vão no Brasil entre as noções de sexo e a realidade.

"Acho que há muita hipocrisia e um pouco de medo", disse ela. "As brasileiras têm essa imagem sensual, de que ficam à vontade e não têm inibições na cama. Mas todo mundo que mora aqui sabe que não é verdade."

O carnaval e a sensualidade geral que parece permear o ambiente podem dar a impressão de que o Brasil é extraordinariamente permissivo e liberado, especialmente se comparado com outras nações predominantemente católicas. Mas especialistas dizem que a situação verdadeira é muito mais complicada, o que explica tanto o surgimento de Bruna quanto as fortes reações que provocou.

Brasil moralista

"O Brasil é um país de contradições, tanto em relação à sexualidade quanto a qualquer outra coisa", disse Richard Parker, antropólogo da Universidade Columbia, autor de "Bodies, Pleasures and Passions: Sexual Culture in Contemporary Brazil" (corpos, prazeres e paixões: a cultura sexual no Brasil contemporâneo) que deu aulas no país. "Há um espírito de transgressão na vida diária, mas há também muito moralismo."

Como resultado, alguns brasileiros aplaudiram a franqueza de Bruna e dizem que é saudável falar de alguns tabus, como o que ela e alguns especialistas chamam de um gosto nacional pelo sexo anal. Outros criticam sua fama como uma manifestação nociva da economia de mercado e globalização.

"Isso é fruto de um tipo de sociedade na qual as pessoas fazem qualquer coisa por dinheiro, inclusive vender seus corpos para poder comprar um telefone celular", disse Maria Clara Lucchetti Bingemer, colunista de jornal e professora de teologia da Universidade Católica do Rio de Janeiro. "Sempre tivemos prostituição, mas era escondida, proibida. Agora é uma opção profissional como qualquer outra, e isso é verdadeiramente chocante."

Profissão sem glamour

Mas Gabriela Silva Leite, socióloga e ex-prostituta que agora dirige um grupo de defesa de prostitutas, argumenta que essas preocupações são exageradas. "Não é um livro como esse que vai estimular a prostituição, mas a falta de educação e de oportunidades para as mulheres", disse ela. "Não acho que a Bruna glamoriza as coisas. Pelo contrário, você pode ver o livro dela como uma forma de advertência, pois ela fala do ambiente desagradável e de todas as dificuldades que enfrentou."

Parte da controvérsia vem simplesmente do tom direto e desinibido de Raquel sobre seu trabalho. Tradicionalmente, os brasileiros têm simpatia pelas mulheres pobres que vendem o corpo para alimentar os filhos; são vistas como vítimas das claras diferenças sociais e econômicas do país.

Mas Raquel não se encaixa nesse modelo. Ela vem de uma família de classe média e procurou a prostituição por rebeldia diante dos pais rígidos e porque queria ser economicamente independente, disse.

Talvez ofenda alguns o fato de uma mulher falar e se comportar como fazem muitas vezes os homens brasileiros. Roberto da Matta, importante antropólogo e comentador social, observou que apesar da reversão de papel ser parte importante do carnaval, outras áreas da vida brasileira, inclusive relacionamentos sexuais, podem ser rígidas e hierárquicas.

'Não posso abandonar Bruna'

Sob o sistema de machismo que prevalece no Brasil e em outros países latino-americanos, "só o homem tem o direito de comandar sua vida sexual, e esse controle é tido como um atributo básico da masculinidade", explicou. "Então, quando uma mulher jovem, atraente e inteligente aparece e diz que é prostituta, você tem uma total inversão de papéis, deixando os homens frágeis em um terreno onde ela manda, não eles."

Apesar de sua disposição para quebrar tabus, o atual plano de vida de Raquel é convencional. Ela tem um namorado firme com quem espera se casar e está estudando para fazer vestibular para psicologia.

"Ser Bruna foi um papel que deixou uma marca em mim, mas não posso abandoná-la", disse Raquel. "Há pessoas que ainda me chamam de Bruna, e não me incomodo, mas não quero ser ela para o resto da vida."

Tampouco está imune à influência do pudor, um conceito importante na América Latina que combina elementos de modéstia, decência, propriedade e vergonha. Em seu livro, em vez de usar as palavras comumente usadas na rua para descrever os atos e órgãos sexuais, ela só usa as primeiras letras, com pontinhos indicando o que todos já sabem.

"Acho bastante vulgar dizer a palavra toda", explicou. "Mas não queria ser formal, tampouco."

Publicado no UOL Mídia Global.

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Personagens roubados


O motoboy Duda e sua musa Bel
(Foto Rede Globo)

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Walter Salles aponta plágio em 'Cobras & Lagartos'

Da Folha Online

Os cineastas Walter Salles e Daniela Thomas apontam plágio em "Cobras & Lagartos", de João Emanuel Carneiro, que estreou na última segunda-feira na Globo. Segundo eles, o mocinho da nova novela, um motoboy interpretado por Daniel de Oliveira, é cópia de personagem do longa "Linha de Passe", que os diretores iriam filmar no próximo semestre.

Carneiro escreveu a primeira versão do roteiro de "Linha de Passe", em 2003, a partir de uma idéia original de Salles. O novelista da Globo já havia roteirizado dois filmes de Salles, "Central do Brasil" (1998) e "O Primeiro Dia" (1999), co-dirigido por Thomas.

De acordo com os cineastas, o motoboy não existia na história roteirizada por Carneiro. "Foram Daniela Thomas e (o roteirista) George Moura que desenvolveram tanto o personagem do motoboy quanto o da namorada apaixonada por música clássica. Carneiro teve acesso a esse novo tratamento, o que fica evidenciado em e-mails trocados entre nós", afirmou Salles à Folha, por e-mail.

Em "Cobras", o motoboy Duda se apaixona por Bel (Mariana Ximenes), que toca violoncelo e citou adoração por Bach no primeiro capítulo. No filme, o motoboy toca flauta transversa. "É uma personagem inspirada pelos jovens de periferia de um projeto musical que patrocinamos, o Villa-Lobinhos", disse Salles.

O cineasta procurou a Globo em março, quando soube que o protagonista da novela das sete seria um motoboy que tocava flauta transversa (por meio de foto publicada pela Ilustrada e reproduzida nesta página). A Globo regravou sete cenas, e a flauta foi substituída por um clarinete.

Para a Globo, a situação havia sido resolvida amigavelmente. Salles e a emissora são parceiros no cinema. Um dos maiores sucessos do país, "Cidade de Deus" (Fernando Meirelles, 2002) tem produção da Videofilmes, de Salles, e distribuição da Globo Filmes.

Na opinião dos cineastas, as mudanças apresentadas no primeiro capítulo não foram suficientes para diferenciar os personagens. "Estão lá as idéias do filme, está lá o personagem do motoboy que se relaciona com uma mulher no universo da música clássica. Se tiverem apenas trocado um instrumento por outro, a situação continua tão grave quanto antes", declarou Salles.

Thomas é mais contundente: "Infelizmente, ao final do primeiro capítulo da novela, assistido em todo o Brasil por centenas de milhares de pessoas, a maioria das coincidências com o nosso roteiro continuam intocadas".

Ela fala na possibilidade de o filme ser suspenso: "É difícil expressar a sensação de ter suas idéias apropriadas e exibidas, de forma corrompida e deformada, em rede nacional. Estou sob o forte impacto dessa experiência. Em pleno processo de casting (escolha de elenco) e preparação da produção, nos deparamos com a perspectiva de abandonar o projeto de quatro anos".

Além dos protagonistas da novela, um diálogo da estréia desagradou Salles, segundo a Folha apurou. Henri Castelli, o vilão que finge ter uma doença fatal, diz a Ximenes, sua noiva: "Você está vendo esse relógio? Cada segundo é um a menos para mim". A frase é semelhante a uma de "Abril Despedaçado" (2001), de Salles. No longa, Tonho (Rodrigo Santoro) é envolvido numa trama de vingança de assassinato.

A Folha deixou recado na secretária eletrônica de Carneiro, na terça e ontem. Ele não retornou até o fechamento da edição de hoje.

Informada das declarações de Salles e Thomas, a Central Globo de Comunicação (CGCom) enviou resposta, por e-mail, que disse representar "a posição da rede e de seus profissionais, o que inclui Carneiro". O texto é assinado por Luis Erlanger, diretor da CGCom:

"Quando a Globo tomou conhecimento desse questionamento junto ao nosso autor, vários capítulos já estavam gravados. Por amizade e respeito ao Walter Salles, buscamos e chegamos - em comum acordo - a uma solução, regravando cenas. Acreditamos que, quando entrarem no ar as mudanças que aceitamos fazer para contornar esse mal-entendido (e acertadas diretamente com o Walter), a situação será definitivamente superada".

A polêmica vem em péssima hora para a Globo. "Cobras & Lagartos" tem a missão de recuperar a audiência do horário, derrubada pela confusa "Bang Bang".

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Copa na Alemanha


Kaká, Ballack e Zidane decoram o aeroporto de Frankfurt

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quarta-feira, 26 de abril de 2006

Câmbio afeta vendas de caminhão da VW

Do SBC Notícias

Depois de crescer a taxas de 40% ao ano desde 2002, as exportações de caminhões e ônibus da Volkswagen ficarão estagnadas neste ano. A perspectiva é que a Volks exporte em 2006 os mesmos 8.500 caminhões e ônibus do ano anterior. A exemplo do que ocorre em outros setores, a razão da freada é a excessiva valorização do câmbio.

A afirmação é de Roberto Cortes, presidente da Volks Caminhões e Ônibus, que levou o problema ao ministro do Desenvolvimento, Luiz Fernando Furlan, em café da manhã em Comandatuba, no Fórum Empresarial. O mais frustrante, afirma, é que o Brasil poderia estar exportando 12 mil caminhões e ônibus, e a fábrica da montadora em Resende, trabalhando em três turnos - hoje ela opera em dois turnos.

De acordo com Cortes, em razão da valorização do câmbio, o Brasil perde competitividade na exportação para outros países, como Coréia do Sul e China. No caso da empresa, o problema ainda é maior porque ela não importa nenhuma das peças que usa para a montagem do veículo.

Quando a Volks decidiu, em 2002, apostar na internacionalização, Cortes diz que o câmbio estava a R$ 2,70 e a perspectiva era chegar a R$ 3,00 no fim de 2003, mas nunca, segundo ele, se poderia imaginar que o dólar estaria hoje a R$ 2,11. Para não vender caminhões com prejuízo, a empresa elevou em 30% o preço dos produtos exportados, o que a faz perder competitividade em relação a concorrentes. A Volks caminhões e ônibus exporta cerca de 25% da produção.

No encontro com Furlan, Cortes pediu ao menos que o governo estude criar um plano de incentivo à renovação da frota de caminhões e ônibus, para compensar a perda de crescimento nas exportações com o aumento na procura do mercado interno. Segundo ele, a média de idade de um caminhão no Brasil é de 17 anos, enquanto nos países europeus, por exemplo, é de sete anos, o que mostra o grau de obsolescência. "

Enviado por JEO Bruno.

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terça-feira, 25 de abril de 2006

Cora no Jô

Acabei de saber que a Cora Rónai - uma das grandes Favoritas do RA - estará daqui a pouco no Programa do Jô. Cora é uma das pioneiras no uso de computadores pessoais, celulares e câmeras fotográficas digitais no Brasil. É também uma das pioneiras na Internet e na utilização dos blogs como meio de informação. Há alguns anos, o seu interneETC. é um dos endereços mais visitados da blogosfera. Além disso, Cora adora gatos - tem uma pequena família em sua casa, no Rio -, é a editora do caderno de informática do jornal O Globo (o Informática etc.), está sempre viajando - e fotografando tudo para mostrar, em tempo real, aos leitores do blog (através do inseparável celular com câmera conectado à Internet), e tem um dos melhores textos do jornalismo brasileiro. Por tudo isso, acho que assistí-la no Jô é programa mais do que obrigatório. Fui!

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Ronaldinho equilibra fama e fortuna

Do jornal USA Today

Filhinho da mamãe ou playboy? Estilo ou substância? Humilde ou convencido?

Seja como for que alguém escolha ver Ronaldinho, isto é certo: nos próximos quatro meses, seu status de melhor jogador de futebol do mundo estará sob os holofotes.

"Eu não penso a respeito", disse o superastro brasileiro das múltiplas pressões de tentar liderar seu clube, o Barcelona, aos títulos do Campeonato Espanhol e da Liga dos Campeões da Europa - sem contar a defesa do título de campeão pelo Brasil na Copa do Mundo na Alemanha em junho. "Nós estamos fazendo um bom trabalho em todos os jogos que estamos participando e temos que estar à altura em todas as competições."

Um membro chave da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2002, o jogador com cabelo crespo e sorriso permanente tem enchido sua estante de troféus enquanto conduz o Barcelona de volta à proeminência, superando a megacelebridade inglesa David Beckham em viabilidade comercial global. Em dezembro, o jogador de 26 anos conseguiu seu segundo prêmio Melhor Jogador do Mundo da Fifa consecutivo, uma honra que Beckham nunca conseguiu. Ronaldinho também conquistou o título de Melhor Jogador da Europa e o prêmio Melhor Jogador do Ano pela Federação dos Jogadores de Futebol (Fifpro) de 2005, votado por jogadores e federações de todo o mundo.

Enquanto isso, o Barcelona lidera o campeonato espanhol.

Sucesso da equipe à parte, o talento assombroso de Ronaldinho com a bola, visão superior de campo, movimentação em campo e pontaria para marcar gols há muito conquistaram os fãs de futebol, incluindo a lenda brasileira Pelé, que disse que Ronaldinho é "o melhor jogador do mundo no momento" em novembro passado.

"Ele transmite muita alegria e prazer em jogar e tem um talento individual que é de tão alto nível que todos no mundo o adoram", disse o técnico do Barcelona, Frank Rijkaard.

Superando Beckham

O Barcelona lidera o Campeonato Espanhol, à frente do Valencia e do rival em terceiro lugar, o Real Madrid, uma equipe repleta de astros como Beckham, os brasileiros Ronaldo e Roberto Carlos e o francês Zinedine Zidane.

O nexo de esporte, dinheiro e fama não fica muito maior do que Beckham, cujo renome mundial ultrapassa seu talento no futebol. Mas a combinação de juventude, sucesso e exuberância de Ronaldinho ofuscou Beckham, 31 anos, em um aspecto.

Segundo um estudo da firma de consultoria BBDO Germany, o nome de Ronaldinho vale cerca de US$ 56,4 milhões, ultrapassando o segundo colocado, Beckham, e tornando o brasileiro o jogador de futebol comercialmente mais valioso do mundo.

Não prejudica o fato de um dos patrocinadores de Ronaldinho ser a Nike, que também patrocina o Barcelona e a Seleção Brasileira. Ronaldinho tem um lucrativo contrato de endosso de 10 anos com a Nike, disse o estudo. A Nike está disputando com a Adidas o controle do mercado ao redor do mundo.

Os dribles e o sorriso característicos de Ronaldinho estão registrados em um comercial da Nike, que estreou no dia 29 de março durante o programa "American Idol", exibindo imagens dele de hoje e como fenômeno de 8 anos. Este comercial e um vídeo de Ronaldinho chutando repetidas vezes uma bola de futebol na trave para voltar para ele já foram baixados na Internet mais de 3,5 milhões de vezes, segundo a Nike.

Também benéfico ao apelo de Ronaldinho e do Barcelona, que está buscando expandir seu nome na América do Norte, será uma excursão de três jogos nos Estados Unidos neste verão, pela segunda vez em quatro anos. Esta excursão percorrerá Los Angeles (6 de agosto), Houston (9 de agosto) e East Rutherford, Nova Jersey (12 de agosto).

Apesar da fama, milhões em salários e endossos lucrativos, Ronaldinho parece natural, tranqüilo, próximo da timidez. Seu comportamento não bate com a vistosa imagem em campo. Mas o grande pingente de diamante gravado "R10" pendurado em seu pescoço não é exatamente uma jóia comum.

"Não, não, não posso jogar com isto", riu Ronaldinho, que veste a camisa nº 10 e respondeu as perguntas em espanhol por meio de um tradutor, nos vestiários do enorme estádio Camp Nou do Barcelona, após um treino em janeiro. "Os árbitros não permitiriam."

Os oponentes que chutam o ar atrás dele prefeririam que os árbitros também proibissem os dribles desconcertantes do meio-campista. Sem chance. O que o torna tão perigoso é a combinação de dribles individuais e sua capacidade de melhorar a qualidade de seus companheiros quer esteja ou não com a bola.

"Ronaldinho traz segurança à equipe porque todos os jogadores sabem que ele pode sempre fazer algo especial durante o jogo", disse o capitão do Barcelona, Carlos Puyol.

"Ele comanda os lances que resultam em gols, passando, combinando jogadas com os companheiros ou fazendo uma jogada individual", acrescentou o técnico da seleção americana, Bruce Arena. "Ele atrai todos os adversários e, devido ao seu talento especial, ele torna todos ao seu redor melhores e mais confiantes. Considerando que as pessoas ao redor dele são boas, isto se transforma em um pesadelo para as outras equipes."

Barcelona em recuperação

Ronaldinho, também conhecido como Ronaldinho Gaúcho (o apelido dos habitantes do Estado do Rio Grande do Sul, cuja capital, Porto Alegre, foi o local de nascimento do jogador brasileiro), vem de uma família de jogadores de futebol.

Ele se destacou pela primeira vez como grande marcador de gols pela Seleção Brasileira no Mundial Sub-17 em 1997. Sua carreira profissional teve início no Grêmio, em seu país natal, um ano depois. Em 2001 ele foi para o Paris Saint-Germain. O Barcelona pagou US$ 37 milhões pela sua contratação em 2003, superando a oferta do Manchester United.

Tal transação provocou a recuperação do clube. O Barcelona vinha atolado por vários anos em má administração, moral baixa, técnicos erráticos e uma atuação abaixo do esperado crônica. Após uma seca de seis anos, o Barcelona conquistou o Campeonato Espanhol de 2004-2005 apoiado na atuação espetacular de Ronaldinho e na de astros como o zagueiro espanhol Puyol e do atacante camaronês Samuel Eto'o.

"Eu estou muito feliz pelo Barcelona e acho que a equipe pode ir bem longe nesta temporada", disse Ronaldinho, elogiando o entrosamento da equipe. "É realmente como uma segunda família, e estamos pensando da mesma forma e trabalhando juntos para atingir a mesma meta."

Nesta temporada, o clube também está avançando rumo a um possível título da Liga dos Campeões. Ronaldinho é o segundo na artilharia da Liga com sete gols. (Andriy Shevchenko do Milan, o adversário do Barcelona na semifinal, é o primeiro com nove.)

Mas Ronaldinho insiste que os gols da equipe são mais importantes.

"Eu estou motivado aqui na Espanha, e espero continuar trabalhando assim por muito tempo", ele disse. "Eu não falaria sobre meus gols individuais, porque futebol é um esporte coletivo. Minha idéia é conquistar títulos com minha equipe e com minha seleção."

Todas as honras e sucessos comerciais não reduziram seu desejo de melhorar. "Eu preciso melhorar em tudo. Não posso parar", ele disse. "Minha meta é melhorar em tudo, tecnicamente e fisicamente - melhorar o chute com minha perna esquerda tanto quanto a direita, conseguir marcar mais de cabeça e melhorar meu jogo quando a bola está parada. Eu acho que ainda sou um jogador jovem e quero aprender muito."

Manter prioridades em mente

Ronaldinho se mantém próximo de suas raízes humildes. Sua mãe viúva, Miguelina, que divide seu tempo entre o Brasil e a Espanha, mora com Ronaldinho e seus dois cães, Bola e Negrão, quando está em Barcelona.

Apesar de freqüentador de clubes e festas, Ronaldinho disse que gosta de ficar com sua mãe, família e amigos, ir à praia e apenas jogar bola.

"O que gosto de fazer é estar com as pessoas de quem realmente gosto e
relaxar com elas", disse o astro educadamente confiante. "Para mim, a coisa mais importante é ser uma pessoa feliz com amigos. Eu respeito todos os que estão por aí e estou muito feliz com minha vida no momento."

A fama ao estilo Beckham não lhe interessa, mas ele tem feito suas aparições nas páginas de fofocas.

Há pouco mais de um ano, ele se tornou pai de um filho com uma dançarina brasileira. Ele já se separou da mãe do menino mas reconheceu a paternidade. O menino continua vivendo com a mãe no Brasil. O papel de Ronaldinho não está claro porque ele se recusa a discutir o assunto, preferindo mantê-lo privado.

Mas seus papéis no Barcelona e na Seleção Brasileira estarão a plena vista do mundo. Com a defesa do título do Campeonato Espanhol, os jogos da Liga dos Campeões, a Copa do Mundo da Alemanha tendo início em junho e a excursão americana do Barcelona no início de agosto, não haverá falta de holofotes.

Na Copa do Mundo de 2002, Ronaldinho era um talento emergente entre uma
reunião de superastros brasileiros. Em junho, o meio-campista será um homem visado na Alemanha.

Ronaldinho, que considera as ex-campeãs Argentina, França e a anfitriã
Alemanha como rivais perigosas, disse que ele e sua equipe estarão à altura do desafio.

"Nós temos uma base forte e nos conhecemos há muito tempo", ele disse. "Nós temos um bom relacionamento e muitos jogadores de ponta. Estamos confiantes de que podemos conquistar outro título."

Publicado no UOL Mídia Global

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Copa Mundial de Tiro Esportivo de Resende

Do vereador Fernando Menandro

Com a participação já confirmada de 53 países, começa amanhã (dia 26), em Resende, a Copa Mundial de Tiro Esportivo. Evento de esporte mais importante já realizado no sul do estado do Rio, a competição reunirá, aproximadamente, 1.500 participantes diretos, entre atletas, dirigentes, comissão organizadora e apoio, além de um grande número de espectadores de todo o País e de diversas regiões do mundo.

A cerimônia de abertura será no Estádio Mark Clark, na AMAN, às 18:00 horas.

O evento tem a chancela da Federação Internacional de Tiro Esportivo e os apoios do Comitê Olímpico Brasileiro e do Ministério dos Esportes.

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Sim e não


Novo CD autoral do ex-integrante dos Titãs tem 12 músicas inéditas

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segunda-feira, 24 de abril de 2006

Quanto custa um deputado federal?

Do site Contas Abertas

A democracia não tem preço. No momento, porém, em que a Câmara dos Deputados patrocina a absolvição de nove deputados envolvidos com o mensalão, em nítido confronto de opinião com a sociedade brasileira, ela torna-se alvo de profundas críticas, sobretudo no quesito "gastos".

Só o custo de cada deputado federal (salário e estrutura disponibilizada), hoje, é de aproximadamente R$ 100.000,00 por mês. Além do salário de R$ 12.847,20 (15 a 19 vezes por ano), os parlamentares contam ainda com a verba de gabinete (R$ 50.818,82), as verbas indenizatórias (R$ 15.000,00) e mais R$ 3.000,00 de auxílio-moradia, que recebem mesmo já tendo um imóvel próprio em Brasília.

Isso sem contar os R$ 4.268,55 previstos para despesas com postagens e telefonia, além da cota de passagens aéreas, que varia de R$ 6.000,00 a R$ 16.500,00, dependendo do estado de origem do parlamentar. Clique aqui, para ver um quadro com o custo da remuneração e da estrutura disponível para os deputados federais.

Em 2005, as despesas da Câmara dos Deputados chegaram a R$ 2,3 bilhões. O dinheiro gasto seria suficiente para aumentar em 8 vezes os investimentos federais em educação, no mesmo período. Dos gastos globais do órgão, 75% são referentes a despesas com pessoal e encargos sociais.

As regalias, no entanto, parecem não ser suficientes para alguns deputados que pretendem incorporar aos salários os R$ 15 mil de verba indenizatória. Esses recursos podem ser gastos com despesas como gasolina, alimentação, hospedagem, diárias, consultorias, material de escritório, entre outras.

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Nosso astronauta tem lojinha virtual

Incrível, mas é verdade. Acabei de saber no LLL que Marcos Pontes - o astronauta de 10 milhões de dólares - tem uma loja na Internet, onde vende, entre outras quinquilharias, camisetas com estampas comemorativas da "conquista" espacial brasileira, bonés idem, chaveiros idem e, até, relógios com design by Marcos Pontes! Chique, né?

Muito bem. Só que, como lembra Alex Castro (o dono do LLL), o artigo 204 do Código Militar proíbe que militares da ativa atuem no comércio, real ou virtual. E aí, eu digo: Caramba, coronel! Faturar em cima de uma carona milionária ao espaço, paga com o dinheiro suado de todos os brasileiros, não seria uma tremenda demonstração de ganância e oportunismo?

Pena que na Conexão Espacial (é o nome da loja, clique para conferir) ainda não estão sendo vendidas mudas do pé de feijão que o senhor - bravamente, heroicamente, sensacionalmente - conseguiu plantar lá em cima. Quer saber? Acho que ia vender mais do que chaveirinho e boné.

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domingo, 23 de abril de 2006

CPI dos Bingos vai investigar ganhadores de loteria

Do site Última Instância

O presidente da CPI dos Bingos, senador Efraim Morais (PFL-PB), afirmou na última quinta-feira (20/4), após o depoimento do advogado Roberto Teixeira, que a Caixa Econômica Federal garantiu que colocará à disposição da CPI a relação de ganhadores da Mega Sena em concursos que pagaram prêmios superiores a R$ 5 milhões, a partir de 1997. A medida tem por objetivo a identificação de possíveis práticas de lavagem de dinheiro por meio de jogos lotéricos.

Comentário do professor Sérgio Matta, de Viçosa (MG):

Não concordo com a quebra do sigilo dos ganhadores da mega sena ou de qualquer outro jogo patrocinado pelas estatais. Se eu fosse um dos ganhadores entraria com liminar ou qualquer outro instrumento que resguardasse meu sigilo. Se a moda pega ninguém mais terá privacidade. Peça aos envolvidos que digam qual foi o sorteio em que eles receberam seus prêmios e procure a verdade de forma pontual. Será que os santos deputados que estão requerendo essa barbaridade resistiriam à quebra do seu próprio sigilo? Noventa por cento dos políticos não resistem à quebra de sigilo, seja bancário, fiscal ou até telefônico. Sabemos que ordinários há em toda parte mas certamente a área legislativa é a campeã nesse quesito.

Pitaco do RA: Muito bom!!!

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Grossa mentira

Janio de Freitas, na Folha Online

A afirmação de que "o Brasil atingiu a auto-suficiência em petróleo" é mentira. Mas todo o país está levado pelo governo, pela farta publicidade da Petrobras, por jornais, TV e rádios, mais do que a tomá-la como verdade, a orgulhar-se da adulteração.

Auto-suficiente é o que se basta, e a Petrobras e o Brasil precisam continuar, ainda por tempo indeterminado, a importação de grandes volumes de petróleo leve. Quantidades que se tornarão ainda maiores caso o governo Lula (ou seu eventual sucessor) se mostre afinal capaz de reativar o crescimento econômico

Nem a economia sonolenta destes anos - a pior dentre os países emergentes e, nas Américas, só melhor que a do mísero Haiti - poderia perdurar sem a importação de mais de 10% do consumo diário nacional. Grande parte da indústria, o transporte urbano de massas e o de carga seriam paralisados por falta de diesel, nafta e outros derivados. A Petrobras ainda não tem como obter do petróleo pesado, típico da produção brasileira, aqueles subprodutos essenciais.

Se a importação de petróleo e derivados é indispensável à atividade normal do país, o país não é auto-suficiente em petróleo. Mesmo que R$ 37 milhões sejam gastos na publicidade direta, e não se sabe quantos outros com os espetáculos presidenciais, para induzir a mentira desnecessária e deliberada.

Pitaco do RA: Nojo, nojo, nojo!!!

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Domingão do Chico


Capas das revistas dominicais do Globo e do JB: hoje só deu ele

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Subúrbio

Letra e música de Chico Buarque*

Lá não tem brisa
Não tem verde-azuis
Não tem frescura nem
atrevimento

Lá não figura no mapa
No avesso da montanha, é
labirinto
É contra-senha, é cara a tapa

Fala, Penha
Fala, Irajá
Fala, Olaria
Fala, Acari, Vigário Geral
Fala Piedade

Casas sem cor
Ruas de pó, cidade
Que não se pinta
Que é sem vaidade

Vai, faz ouvir os acordes do
choro-canção
Traz as cabrochas e a roda de
samba
Dança teu funk, o rock, forró,
pagode
Teu hip-hop

Fala na língua do rap
Desbanca a outra
A tal que abusa
De ser tão maravilhosa

* Do novo CD "Carioca"

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As irritantes notícias...



... de um belo domingo de outono

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Deputados gastam 41 milhões com gasolina

Deputados federais receberam da Câmara no ano passado, como reembolso por supostos gastos de gasolina, R$ 41 milhões - dinheiro suficiente para comprar 20,5 milhões de litros de combustível. Com isso, seria possível rodar 2,5 milhões de quilômetros, dar 64 voltas ao mundo ou ir seis vezes à Lua. O parlamentar só recebe o reembolso se apresentar notas fiscais. E notas não faltam: há notas superiores a R$ 30 mil, mas a Câmara alega que não tem como checar a veracidade de todas. O deputado Francisco Rodrigues (PFL-RR) foi o que mais recebeu reembolso por supostas despesas com gasolina este ano, R$ 60 mil, e admite: "Um almoço para o qual não consigo nota, justifico como combustível." O Ministério Público suspeita de fraudes.

Pitaco do RA: O Ministério Público suspeita de fraudes??? Este é um dos golpes mais antigos e mais praticados por qualquer profissional que tem suas despesas de alimentação e transporte reembolsadas pelo empregador. Em se tratando de políticos e do dinheiro público então... Sinceramente? Numa república de bananas, como é a nossa, todos sairíam ganhando se, ao invés de seiscentos e tantos deputados e senadores (a grande maioria, todos sabem, ladrões e safados da pior espécie), tivéssemos um pequeno colegiado de notáveis - juristas, empresários, cientistas, intelecturais, educadores, etc - que se reuniriam duas vezes ao mês para aprovar leis e distribuir verbas, comprovadamente necessárias, para os Ministérios (também comprovadamente necessários). Fim do Congresso. Um país que tem os políticos que temos (e isso nunca vai mudar!), precisa de um governo diferenciado, se quiser, um dia, chegar ao Primeiro Mundo. Tudo isso, é claro, vale também para os Estados e Municípios, ou seja, adeus a deputados e vereadores. Ah, eu tô maluco? Leiam mais essa manchete da capa do Globo de hoje:

"A Procuradoria Regional da República investiga o presidente da Assembléia Legislativa do Rio, Jorge Picciani (PMDB), e mais dez deputados e ex-deputados estaduais, suspeitos da prática de crimes contra a ordem financeira. A investigação, apoiada em análises da Receita Federal, foi iniciada após a publicação pelo Globo da série de reportagens "Os homens de bens da Alerj".

Querem mais? Leiam, então, este post do Blog do Josias:

"Em desrespeito à Lei de Responsabilidade Fiscal, o governo federal vem liberando verbas orçamentárias a prefeituras que não prestam contas como deveriam dos seus gastos. Foi o que demonstrou uma auditoria realizada pelo Tribunal de Contas da União na Secretaria do Tesouro Nacional (processo número 010.711). A fiscalização foi aprovada pelo plenário do tribunal no último dia 30 de março. Descobriram-se indícios de que, em 2004, de um total de 5.429 ordens de pagamento emitidas pelo governo, 4.961 (91,4%) podem ter beneficiado municípios com pendências nos computadores de Brasília. Em 2004, o fenômeno se repetiu em 2.101 (70,7%) das 2.972 ordens bancárias liberadas. Não há no relatório de auditoria uma quantificação das verbas liberadas".

Resumo, triste e realista, da ópera tupiniquim (e chinfrim): a democracia - tal e qual é praticada nos Estados Unidos, na Europa e no Japão - aqui, abaixo do Equador, só beneficia os poderosos (leia-se, corruptos, sonegadores e bandidos em geral). Precisamos inventar, urgentemente, um novo sistema político que atenda as nossas, digamos, peculiaridades. Enquanto isso não acontece - como diz o Chico, aí embaixo -, estamos todos ferrados!

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Chico Buarque, em incrível arte digital do cartunista Ique

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O orgulho ferido do carioca Chico

Ser carioca sempre foi motivo de orgulho para Chico Buarque. "Agora não é mais", diz ele. Curiosamente, Chico acha que, por isso mesmo, é um bom momento para se afirmar como cidadão do Rio. Essas são as reflexões que faz em entrevista à Revista O Globo, ao lançar um disco de amor à cidade onde nasceu (além de um DVD com o making off das gravações). Sua visão do que se passa hoje no Rio é dura: "O Rio está ferrado, os políticos do Rio são os piores do país", diz ele, que propõe uma discussão polêmica: a descriminalização das drogas.

- É hora de se discutir esse assunto. Se as drogas são um flagelo, o tráfico é muito pior.

Pitaco do RA: Certíssimo, como sempre, o grande Chico. Se não houvesse a proibição da venda de drogas no país - em particular, no Rio de Janeiro - os índices de criminalidade (incluindo roubos, assaltos e assassinatos) baixariam drasticamente. Em contrapartida, aumentariam as mortes por overdose, mas essa é, convenhamos, a opção de cada um. Muito melhor algumas centenas de mortes anunciadas (e conscientes) por excesso de cocaína, crack ou ecstasy (cachaça e cigarro não contam porque são drogas liberadas), do que milhares de inocentes sacrificados na sangrenta guerra do tráfico.

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sábado, 22 de abril de 2006

Maçonaria deve ser tema do novo livro de Dan Brown

Da Folha Online

A editora de Dan Brown informou que o próximo romance do autor de "O Código Da Vinci" vai atrasar. O livro deveria ficar pronto até o fim deste ano. Agora, a previsão é 2007.

Não foi ainda divulgado o motivo do atraso. Nos últimos meses, o escritor enfrentou uma batalha judicial, mas acabou inocentado da acusação de plágio.

Os fãs comentam que o novo romance - chamado inicialmente de "The Solomon Key" ("A Chave de Salomão") - será sobre a maçonaria nos EUA.

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Olhares enigmáticos


O vilão Silas, os heróis Robert e Sophie, e a Monalisa de Da Vinci

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'O Código Da Vinci' é obsessão pela verdade

Da Folha Online

O ator norte-americano Tom Hanks declarou que "O Código Da Vinci" - filme que abriu, no último dia 17, a 59ª edição do Festival de Cannes - retrata a obsessão pela verdade. "Fazer parte desse filme é a recompensa mais gratificante em minha carreira", afirmou o astro. O longa-metragem baseado no polêmico best-seller do escritor Dan Brown tem sua estréia mundial marcada para 19 de maio.

O elenco do filme, dirigido por Ron Howard, tem em papéis de destaque, além de Tom Hanks, os atores franceses Audrey Tautou e Jean Reno. A cidade de Paris e, em particular, o Museu do Louvre, são as principais locações em que a história se desenrola. Enquanto Hanks interpreta o estudioso Robert Langdon, Tautou dá vida a Sophie Neveu, a jovem neta de um cientista que é misteriosamente morto no Louvre. Já Jean Reno interpreta Bezu Fache, um policial francês particularmente religioso e que deve resolver o caso do homicídio. O ator Paul Bettany, por sua vez, vive um vicário da Opus Dei, o albino Silas, um dos personagens mais controversos da obra.

A trama de "O Código Da Vinci" se concentra na tese de que Jesus Cristo se casou com Maria Madalena, com quem teve um filho e cuja descendência continuou até a atualidade, protegida por uma ordem secreta conhecida como Priorado de Sião. Por causa da possibilidade deste casamento, o grupo conservador católico Opus Dei estaria assassinando seus descendentes para proteger tal segredo. Antes de ser adaptado para o cinema, o livro de Dan Brown foi traduzido para 44 idiomas e vendeu mais de 40 milhões de exemplares no mundo todo. A boa aceitação da obra rendeu a Brown mais de 70 milhões de euros, segundo a revista "Forbes".

O verdadeiro Silas mora em Nova York

Quando "O Código da Vinci" se tornou um sucesso editorial, os líderes da organização católica Opus Dei perceberam que tinham nas mãos um problema de imagem. O assassino no best-seller de suspense é um monge albino da Opus Dei chamado Silas, e o grupo é retratado como uma seita poderosa, mas cercada de sigilo, cujos membros praticam a autotortura ritualística. Em um prefácio intitulado "O Fato", Dan Brown disse que o livro era mais do que mera ficção.

Quando foram revelados os planos para o lançamento de um filme baseado no livro, os líderes da Opus Dei tentaram persuadir a Sony Pictures a retirar qualquer menção ao grupo, e enviaram uma carta ao estúdio no ano passado, afirmando que o livro é "uma distorção grosseira e uma grave injustiça".Os esforços da organização não deram em nada.

Com a proximidade da estréia do filme, a Opus Dei está tentando saciar o interesse público e apresentar o grupo de uma forma bem diferente daquela como é descrita no livro: o lar religioso de um assassino ficcional. O grupo está promovendo um blog por meio de um padre da Opus Dei em Roma, reformulando o seu site e até promovendo entrevistas com um membro que seria o único "Silas real" na Opus Dei - um corretor nigeriano de fundos públicos que mora no Brooklyn, em Nova York.

Silas Agbim, o corretor, diz que a Opus Dei ensina os seus membros a se comportarem segundo os mais altos padrões. "Se você fizer bem o seu trabalho, estará agradando a Deus", afirma Agbim, que é um pai, de cabelos grisalhos, de três filhos adultos, sendo casado com uma professora de biblioteconomia. "E se alguém pensa que se tornará santificado se recitar dez rosários por dia e fizer o seu trabalho de forma descuidada, está completamente equivocado".

Agbim diz que leu o livro, e garante: "É um veneno. Ele influencia aquelas pessoas que têm dúvidas na mente". Mesmo assim, o filme "O Código da Vinci" com certeza reavivará um antigo debate entre os católicos sobre se a Opus Dei se constitui em uma influência positiva ou negativa para a Igreja. Os críticos dizem que embora o grupo seja relativamente pequeno, alguns dos seus membros ocupam postos importantes no Vaticano - incluindo o de porta-voz do papa.

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Espírito esportivo

Crônica de Nelson Motta (via e-mail)

Graças a Deus está chegando a Copa do Mundo e por algum tempo nos livraremos do bate-boca político que vem ocupando todos os espaços desde que Roberto Jefferson rolou a bola. Pelo menos estaremos discutindo craques de verdade, homens de talento e competência, que dão emoção e alegria ao povo - e não mensaleiros e bandidos travestidos de políticos.

Não é por acaso que o futebol é o tema favorito das metáforas de Lula. Nos últimos tempos, a discussão política passou a ser mais passional, fanática e grosseira do que a futebolística.

No Brasil, tanto no futebol como na política, a preferência nacional é ofender o vencedor e culpar o juiz, sem jamais reconhecer as qualidades do adversário. Não se vê o jogo, só se vê o seu time, o único objetivo é a vitória a qualquer preço, até em impedimento e com gol roubado.

Na política é igual, só que o futebol é um esporte e uma diversão, e gol roubado na política é o dinheiro público, a desmoralização das instituições e o atraso do país.

Os militantes partidários estão cada vez mais parecidos com torcidas organizadas, gritando slogans, intimidando e ameaçando os adversários, cegos de fanatismo e de rancor, dispostos a ganhar na força e no grito, ansiosos para descontar nos adversários as suas frustrações e ressentimentos. Para eles, o time é como uma organização criminosa.

No futebol, uma vitória brilhante do adversário pode ser aplaudida de pé, como fez a torcida do Real Madrid com o Barcelona. Na discussão política brasileira é impossível ouvir um tucano reconhecendo alguns gols indiscutíveis do governo Lula. Assim como nunca um petista admitirá que o governo FHC modernizou o país e as instituições. Como se os dois governos não fossem tão parecidos em seus acertos e até nos seus erros. Um jogo estúpido em que todos perdem.

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Telê Santana



Com um de seus muitos troféus
(Folha Imagem)

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O mestre que os deuses do futebol esqueceram

Helio Fernandes, na Tribuna da Imprensa

Tristeza, lamento, insatisfação, incompreensão, decepção, até mesmo revolta com a morte do maior técnico de todos os tempos do futebol brasileiro. Chamado de professor por direito de conquista, embora não exibisse o mínimo da arrogância que outros ostentam sem merecer. O que eu digo no título destas notas é rigorosamente verdadeiro, nenhuma contestação.

Telê convocou, formou, treinou e comandou as duas maiores seleções não campeãs do Brasil. De 1982 e 1986. E das que conquistaram a Copa do Mundo, só uma incontestável, incontrastável e até incomparável: a de 1970. Formada e classificada por João Saldanha, jogaria e ganharia sem ninguém gritando tolamente de fora do campo. Essa, pelos jogadores, era e foi invencível.

Depois de Telê vieram as seleções campeãs de 1994 e a de 2002. 1994 registrou a pior Copa do Mundo, até piores do que as de 1930 e 1934, que poucos viram. (João Saldanha me dizia que viu as duas. Como em 1930 estava com quase 10 anos, morando no Rio Grande do Sul, quase na fronteira com o Uruguai, nada difícil. Na de 1934, já era um senhor de 14 anos).

Em 1994, vitória nos pênaltis, depois da classificação em cima da Holanda com aquele "gol espírita" do Branco. E antes, nas eliminatórias, quase a desclassificação. Parreira não queria convocar Romario, então com 28 e em plena forma. Obrigado pelas circunstâncias, Romario foi convocado, fez o gol do último instante da eliminatória e depois foi o jogador da Copa.

2002 com fatores inteiramente favoráveis, o que não aconteceu com Telê Santana. O sucesso não chega nem consagra os melhores, é dos mais sortistas, escolhidos pelo destino. O Brasil devia, obrigatoriamente, ter sido campeão de 1982 e de 1986. Telê formou e comandou essas seleções que encantaram o mundo e até hoje são lembradas. Ou melhor: são e serão sempre inesquecíveis.

Foi com Telê Santana, principalmente por causa de Telê Santana, que surgiu o que se chamou durante quase 20 anos de "futebol arte" ou de "futebol espetáculo". E era mesmo. Mas não se mostrava apenas para alguns iluminados ou entendidos, também ganhava jogos. Ou perdia de forma surpreendente. Substituída depois pelo "futebol de resultados", que eleva à glória os que se cobrem com a bandeira da mediocridade.

Chorando com a morte de um homem como Telê Santana, temos que chorar também diante de duas derrotas, duas seleções memoráveis, duas equipes de Telê Santana com extraordinários jogadores, que apesar disso não ostentam nenhum título mundial. Enquanto outros, até mesmo sem entrarem em campo, são "gloriosamente" pentacampeões.

As duas derrotas desesperadoras, e das quais todos se lembram com o coração saltando. A primeira em 1982, contra a Itália, perdão, contra Paolo Rossi. E a segunda, 1986, contra a França, decidida nos pênaltis. Mas foi o melhor e o mais empolgante de todos os jogos que vi pelos estádios do mundo. Quando Telê ficou mortalmente doente, sempre acreditei que era a depressão e a decepção com um destino ingrato e poderoso.

Revendo na memória os lances desses dois jogos, a certeza de que podíamos ganhá-los, e de que alguns dos maiores jogadores do Brasil têm que ser comparados a todos os de 1970. Mas Telê ficou sem título, sem saúde, sem futuro. Morre muito moço, numa era em que a longevidade é muito maior do que o tempo que viveu.

PS - Telê é inesquecível. As seleções de 1982 e 1986, também. Neste 21 de abril, acrescentamos a morte de Telê ao sacrifício de Tiradentes, à morte de Tancredo. Não há exagero ou impropriedade na comparação.

PS 2 - Espero que reverenciem Telê, que o povo aplauda quando passar o seu caixão. Aplauso, não para a morte mas para a vida. Reverência, respeito, saudade, ninguém merece mais do que Telê Santana no País do futebol.

Enviado por JEO Bruno.

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Dançar pra não dançar

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Programa de sábado

Ainda no tema Feriadão da Pátria, quem não viajou tem um ótimo programa para a noite de hoje: baile "das antigas" (sem baticum ou funk) no CCRR. A boa música estará a cargo da New Jet Band, comandada pelo mestre Aniceto, que promete sacudir o salão com o melhor dos anos 50, 60, 70 e 80. O baile, muito apropriadamente batizado de "Encontro de Gerações", começa às 22 horas e o ingresso - que pode ser comprado no Essen Bistrô (Centro Empresarial), na Tutti Bella (Calçadão) e na Suellen Jóias (Resende Shopping) - custa só 7 reais. Imperdível.

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sexta-feira, 21 de abril de 2006

Em Mauá, se vive e se morre melhor

Aproveitando esse clima de feriadão, muita gente subindo ou descendo a serra, acho que tem tudo a ver um delicioso relato de uma viagem a Mauá. A autora é a carioca Vanessa Ornella, conhecida na blogosfera como Van Or, moça bonita e inteligente que escreve coisas assim:

Being slow in Mauá

Ir a Mauá é sempre uma lição. A primeira foi aprender a chegar lá sem carro num feriadão. E sem ônibus direto pra cidade, é claro. Com tantas limitações, eu me vi obrigada a pegar um ônibus do Rio até Resende porque havia alguma chance d'eu conseguir uma condução de lá pra Maringá, a parte de Mauá onde eu me hospedei.

Eu tinha duas opções: me aborrecer e achar que minha viagem pra Resende seria em vão (pois não havia garantia alguma de conseguir transporte de lá pra Mauá) ou meter bronca e andar com fé, que a fé não costuma faiá. E meu busum veio, enfim. Lotado de jovens meio surrados e emaconhados, mas todos muito felizes e sociáveis.

Socializaram tudo comigo, mas eu polidamente declinei, embora tenha sido obrigada a aceitar uma bala Hall's oferecida por uma criatura simpática: tava pegando malzão eu dizer "não, obrigada" o tempo todo. Eles podiam achar que eu era cana ou, o que é bem pior: velha e chata pra cacete.

Troquei e-mail com 3 pessoas, de quem virei melhor amiga depois de fazer um intercâmbio de MP3-players. É incrível como uma diferença de idade de 10 anos muda totalmente o gosto musical de um ser humano. Mas aposto que os baixinhos adoraram meu dance indiano e os velhotes do Led Zeppelin. Eu amei The Gotham Project.

A segunda e melhor lição dessa temporada em Mauá foi redescobrir o ritmo certo pra se viver: slooooooooooow. Nada de pressa, nada de pressionar o garçom a te atender: deixa essa gracinha vir no tempo dele, sem estresse. Deixa o fofo conversar. Lá vem o fofo: sinta o sorriso brotar, afaste os pensamentos ruins, diga "oi, fofo, estava esperando por você". Não vale à pena dizer por quantas horas e minutos.

Em Mauá, o ritmo é lento. E o ritmo lento é o certo. E a comida? Ah, deixa a comida vir quando ela se sentir pronta e deliciosa. Sem estresse. As pessoas têm se esquecido de inspirar e expirar lentamente. E de contar até 3 mil antes de mandar alguém à merda. Por isso é importante retomar essa coisa da lentidão de caráter.

Retidão de caráter já era, o lance agora é lentidão; a lentidão de caráter dá ao ser humano mais chances de acertar, desde que não se trate de uma emergência cirúrgica, mas esse tipo de coisa não acontece em Mauá - e, se ocorre, o enterro é lindo, com buquês de copos-de-leite e ramos de Cannabis sativa, duas semanas depois do óbito. Quem vive lento, vive e morre melhor.

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Uma boa


Para participar, clique aqui

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quinta-feira, 20 de abril de 2006

O horror de Mestrinho

Do Globo Online

Vítima de um assalto domingo no Rio, o senador Gilberto Mestrinho (PMDB-AM) fez ontem um relato dramático das quase quatro horas em que ficou sob a mira das armas de 15 assaltantes, em sua casa em São Conrado.

Na tentativa de fazer com que o senador, de 78 anos, abrisse um cofre que, segundo ele, estava sem uso há anos, os bandidos ameaçaram decepar os dedos da mão de sua mulher, Maria Emília, de 60 anos. E chegaram a fazer um corte num dedo, dizendo depois tê-lo arrancado e ameaçando fazer o mesmo com outro.

De volta ao Senado, Mestrinho exibia sinais das agressões: tinha a boca e as mãos roxas. Durante o assalto, estavam na casa alugada há 12 anos pelo senador, além de Maria Emília, cinco empregados. Os momentos de terror deixaram o político experiente com uma idéia fixa:

— Não vou ao Rio nem para visitar. Não volto nem para fazer a mudança — disse o ex-governador do Amazonas, que estava de mudança para São Paulo.

Enviado por JEO Bruno (via e-mail).

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Mais uma do Millôr

Eles irmanam na bandalheira, perfilham na venalidade, sobrinham na falsificação, bisnetam na traficância. Em suma, primam pela corrupção. Nepotismo é isso aí, cara.

Publicado no Millôr Online (link nos Favoritos do RA).

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Propaganda cara


Pagamos US$ 10 milhões por essa foto...
(AFP)

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Pérolas de Lula, o pensador

Hoje, em sua coluna do JB, Coisas da Política, Augusto Nunes publica uma pequena antologia das frases de efeito (e bota efeito nisso) pronunciadas pelo presidente Lula ao longo do seu (des) governo. Os comentários entre parênteses são do próprio Augusto Nunes:

- Se não tivermos sucesso, corremos o risco de fracassarmos.
(Certo, certíssimo).

- O Holocausto foi um período obsceno na História da nossa nação. Quero dizer, na História deste século. Mas todos vivemos neste século. Eu não vivi nesse século.
(Há os que vivem na estratosfera, acima do tempo e da geografia. Sobretudo, à margem da História).

- Uma palavra resume provavelmente a responsabilidade de qualquer governante. E essa palavra é "estar preparado".
(As palavras são duas, certo? Isso não elimina o mistério. Nem o problema: como encontrar tradutores à altura quando os pensamentos de Lula forem publicados em outros idiomas?).

- O futuro será melhor amanhã.
(Nem poderia ter sido ontem. Nem anteontem).

- Nós temos um firme compromisso com a OTAN. Nós fazemos parte da OTAN. Nós temos um firme compromisso com a Europa. Nós fazemos parte da Europa.
(Em três frases, Lula transferiu o Brasil da América do Sul para o Velho Mundo, matriculou o país na maior aliança bélica do planeta e mostrou que não há limites para a imaginação).

- Um número baixo de votantes é uma indicação de que menas pessoas estão dispostas a votar.
(Esse "menas", uma violenta recaída, combina com a essência do ensinamento).

- Nós estamos preparados para qualquer imprevisto que possa ocorrer ou não.
(Antes da Era Lula, o mundo imaginava que imprevistos são sempre imprevisíveis).

- Não é a poluição que está prejudicando o meio ambiente. São as impurezas no ar e na água que fazem isso.
(Impurezas na água e no ar, fique bem claro, não são poluição. São impurezas).

- É tempo para a raça humana entrar no sistema solar.
(Sem deixar a Terra, convém ressalvar).

- Eu mantenho todas as declarações erradas que fiz.
(Faz sentido. Se só mantivesse as certas, não ficaria muita coisa para a posteridade).

Pitaco do RA: Sem comentário!

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Ao grande mestre Acácio


Anúncio publicado hoje no Jornal do Brasil

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A Conexão Sushi

Da coluna do Claudio Humberto, em O Dia

Confirma-se a suspeita do prefeito do Rio, Cesar Maia, que revelou serem de agências bancárias em Blumenau (SC) algumas contas supridas pelo pagador oficial Paulo Okamotto. O beneficiário de Okamotto no banco Santander Banespa é Marcelo Sato Rosa, dono da conta 01-051149-7 e genro de Lula. E suposto elo de uma "Conexão Sushi".

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Genro de Lula age para liberar verbas federais

Do jornal O Globo

O genro do presidente Lula, Marcelo Sato, de 35 anos, casado com Lurian Cordeiro Lula da Silva, tem sido procurado e ajudado prefeitos do interior de Santa Catarina para intermediar junto ao governo federal a liberação de recursos do Orçamento da União para as prefeituras. A relação entre o genro de Lula e a liberação de verbas foi apontada ontem pelo prefeito Cesar Maia (PFL) em seu informe eletrônico.

O prefeito de Orleans, Valmir Bratti (PP), confirmou ao GLOBO: chefe de gabinete da deputada estadual do PT em Santa Catarina Ana Paula Lima, o genro de Lula recebe reivindicações de prefeitos catarinenses e repassa os pedidos à senadora Ideli Salvatti (PT-SC).

— Estive com o Marcelo Sato umas três vezes. Numa delas, ele foi ao meu sítio no fim do ano passado em Orleans e lhe entreguei uma lista com meus pleitos de verbas federais para que ele encaminhasse a Brasília.

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Prefeito bem relacionado

Do jornal A Notícia, de Santa Catarina:

A DESENVOLTURA DO PREFEITO

Edição do dia 17 de Julho de 2003

O prefeito de Blumenau, Décio Lima, passou os últimos três dias em Brasília realizando verdadeira peregrinação pelos gabinetes ministeriais. Ficou hospedado na Granja do Torto, na companhia do chefe de gabinete da deputada Ana Paula Lima, Marcelo Sato, que vem a ser o primeiro-genro do presidente da República. Décio retornou ontem ao Estado, antes do regresso de Lula da Silva da viagem ao Oriente Médio.

Na véspera, recebeu para um jantar, em uma das residências presidenciais, três ministros e alguns parlamentares, com destaque para Anderson Adauto e Carlito Merss. Na pauta, não apenas assuntos administrativos de Blumenau. O curioso é que Décio Lima tem sido acionado não apenas por prefeitos petistas de Santa Catarina, mas também de outros Estados. Hoje atua como se fosse também um deputado federal com forte influência na esfera de poder. Tudo graças a suas relações com Lula e seus familiares.

AVAL

Edição do dia 11 de dezembro de 2003

O prefeito Décio Lima assina hoje, no Ministério dos Transportes, convênio para a liberação de R$ 23 milhões para as obras de acesso à BR-470. Na audiência que conseguiu anuência do governo Federal, a presença de Marcelo Sato, genro número um do presidente Lula.

Enviado por Cesar Maia (via e-mail).

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quarta-feira, 19 de abril de 2006

Leilão em Nova York


Primeira coletânea de poemas de Shakespeare (1640)
(Foto Reuters)

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Crimes de Palocci podem render 10 anos de cadeia

Do UOL Notícias

A Polícia Federal acusou hoje o ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci de violação de sigilo bancário, prevaricação e denúncia caluniosa, delitos que, somados, podem levar a uma pena de 10 anos de prisão. As acusações contra Palocci foram entregues à Justiça pelo delegado Rodrigo Carneiro Gomes e constam de um relatório preliminar sobre o escândalo que envolve o ex-ministro.

O relatório identifica Palocci como o "autor intelectual" da violação do sigilo bancário do caseiro Francenildo Costa, que disse ter visto o então ministro nas festas que seus antigos colaboradores organizavam na mansão de Brasília onde trabalhava. Rodrigo Carneiro Gomes acusa também o ex-assessor de imprensa da Fazenda, Marcelo Netto, e o ex-presidente da Caixa Econômica, Jorge Mattoso.

O delegado explicou que o documento, de 61 páginas, foi elaborado com base nos depoimentos à PF de 31 pessoas ligadas direta ou indiretamente ao caso. Ele pediu um prazo de 30 dias às autoridades para completar a informação entregue hoje à justiça.

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Música superior em Resende

Por iniciativa da cantora Malu Rocha, está circulando na cidade um abaixo-assinado reivindicando a instalação de uma faculdade de música em Resende. É assim que os sonhos podem, um dia, tornar-se realidade. Quem sabe ainda não vamos ter, também, faculdades de cinema, de jornalismo, de arquitetura ou de belas artes? Cidadãos e cidadãs, saquem vossas canetas em prol da cultura local - a minha assinatura, acabei de deixar numa lista no Bistrô Essen, no Centro Empresarial.

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Só pra lembrar que...


... há 506 anos, todo dia era dia de índio no Brasil
(Foto ABr)

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O alto custo do cafezinho oficial

Do site Contas Abertas

Os custos com os serviços e materiais de copa e cozinha do Executivo, Legislativo e Judiciário são elevados. Em 2005, atingiram R$ 61 milhões, valor que corresponde, por exemplo, a quase o dobro do que foi gasto no mesmo período com o programa de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes.

Somente de janeiro a abril deste ano, já saiu dos cofres públicos um total de R$ 11 milhões. O gasto global com serviços e materiais de copa e cozinha de 2001 até agora é de R$ 220 milhões.

Este ano, o Ministério da Saúde (MS) lidera as despesas nessa rubrica com R$ 1,6 milhão, para o pagamento dos serviços. Em 2005, o MS também esteve à frente dos demais órgãos, com valores registrados em R$ 14 milhões. Os gastos de R$ 8,3 milhões no Ministério da Defesa estão em segundo lugar na lista dos órgãos que mais gastaram com o item em 2005.

Em janeiro do ano passado, só a Secretaria de Administração da Presidência da República pagou R$ 1,3 milhão pelos serviços de copa e cozinha. O valor corresponde a um contrato de um ano com a empresa Visual Locação.

No último ano do governo Fernando Henrique Cardoso, o valor pago pelos serviços e compra desse tipo de material foi de R$ 32,4 milhões. O número subiu em 2003 para R$ 38,3 milhões e em 2004 os gastos totais chegaram a R$ 47 milhões. A evolução dos dispêndios é compatível com os índices inflacionários. Os dados são do Sistema Integrado de Administração Financeira (Siafi).

Entram na conta de copa e cozinha, a aquisição de copos, bandejas, chás, cafés, jarras, garrafas térmicas, xícaras de porcelana, formas para gelo, talheres, cafeteira elétrica e a contratação de garçons.

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Brasil deve crescer menos que a média mundial

Da BBC Brasil

A economia brasileira deve crescer 3,5% ao ano neste e no próximo ano, de acordo com projeções do Fundo Monetário Internacional (FMI) divulgadas nesta quarta-feira em Washington.

O crescimento previsto para o Brasil é mais uma vez menor do que a média mundial, menos do que a média da América Latina e bem menos do que os países emergentes.

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terça-feira, 18 de abril de 2006

Da série 'Clássicos do Millôr'


Publicado no Millôr Online

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As contas do Okamotto

Enviado por Cesar Maia (via e-mail)

Um repórter distraído deixou seu gravador ligado e, quando abriu, era o laranja Okamotto falando para um camarada os números das contas que teria usado para dar "presentes" - palavra usada por ele - à família do Lula.

Seguem as contas correntes:

1) Banespa - cc 01051149-7, agência 0147

2) BESC - cc 121.827-0, agência 003

3) Banco do Brasil - cc (com ruído) 7255-9, agência 0427-8

A gravação - garantem - está praticamente nítida, com apenas alguns ruídos.

Avante brava Polícia Federal e austero Ministério Público: a abrir o sigilo!

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segunda-feira, 17 de abril de 2006


'Lignum Crucis' exposto em monastério
(Foto Reuters)

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Espirituosidade máxima

O "Lignum Crucis", relíquia feita com madeira que teria sido parte da cruz em que Jesus Cristo morreu, está sendo exibido em um monastério do norte da Espanha.

Muito bem. Agora vejam vocês o "espirituoso" título que um redator do UOL Notícias deu para a foto da relíquia sagrada: "Fé na tábua".

Incrível, mas é verdade!

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Custou mas demorou!

No dia 26 de março, publiquei um pequeno trecho da coluna do Diogo Mainardi, na revista Veja, onde ele afirmava - e reafirmava várias vezes - que o responsável pela divulgação do extrato bancário do caseiro Francenildo era o assessor de imprensa de Palloci, o jornalista Marcelo Netto. Além do nome do bandido, Mainardi revelava também que a imprensa ainda não noticiara o fato porque jornalista não entrega jornalista. Muito bem. Hoje a Folha - 22 dias depois! - confirmou o furo da Veja:

"A Polícia Federal está certa da participação do jornalista Marcelo Netto na violação e vazamento do sigilo bancário de Francenildo Costa. Netto, que foi assessor de comunicação do ex-ministro Antonio Palocci, foi indiciado hoje por quebra de sigilo bancário.

A PF informou que essa convicção foi formada porque Netto estava presente no local e hora em que os fatos aconteceram. Ele estava na casa de Palocci na noite do dia 16 de março, quando o ex-presidente da Caixa Jorge Mattoso entregou o extrato de Francenildo para o ex-ministro. No dia seguinte, os dados da movimentação financeira de Francenildo foram publicados pelo blog da revista 'Época', onde trabalha o filho de Netto."

Pitaco do RA: Antes tarde do que nunca. E só para ninguém esquecer, o nome dele é Marcelo Netto, Marcelo Netto, Marcelo Netto, Marcelo Netto, ex-assessor do ex-ministro Antônio Palloci.

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Mudança radical


Capa de hoje do novo Jornal do Brasil

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JB passa a ter dois formatos

Do site Comunique-se

Duas edições em formatos diferenciados: berliner para as bancas e standard para os assinantes. A anunciada reforma gráfica do Jornal do Brasil entrou em vigor ontem, mas só na capital, já que - pela primeira vez em muitos e muitos anos - Resende não recebeu a edição de domingo do JB. O responsável pelas modificações é Amauri Mello, diretor de conteúdo e convergência de mídia do jornal, que está na empresa há apenas cinco meses. Ele garante que o fato de a edição diária ser rodada em dois formatos não trará prejuízos financeiros. “Foi uma operação bem administrada”, diz.

O objetivo principal do JB com essas inovações é conquistar novos públicos com uma edição mais prática. O formato berliner (47 cm por 31,5 cm), menor que o jornal convencional e maior que o tablóide, vem sendo usado com sucesso na Europa por ser moderno e fácil de manusear. “A idéia é praticidade para as bancas e conforto para os assinantes”, enfatiza Amauri Mello.

Em setembro de 2004, o The Guardian, um dos principais jornais da Grã-Bretanha, foi relançado com o tamanho berliner. Na mudança, foram investidas 80 milhões de libras esterlinas. O objetivo era retomar leitores perdidos para o The Independent e para o The Times, quando ambos passaram a publicar suas edições no formato tablóide em 2003.

Os jornais ingleses que migraram do tradicional formato standard tiveram aumento na circulação. Coincidência ou não, o The Telegraph, que não mudou, tem registrado uma considerável queda na circulação. A direção do The Independent, o primeiro a adotar o formato menor, publicou em seu editorial que a mudança salvou o jornal e trouxe leitores mais jovens.

Já nos Estados Unidos a situação é um pouco diferente. Os jornais em formato standard dominam o mercado e os poucos que alternaram para os compactos não foram bem sucedidos. Em geral, a maioria dos que utilizam a edição tablóide são os considerados sensacionalistas.

Vinte jornalistas foram contratados para reforçar a redação do Jornal do Brasil, que tem hoje 215 profissionais (este número inclui as sucursais, as revistas e os colunistas). Para Amauri Mello, o JB está em uma fase positiva, procurando construir uma redação de qualidade. “Queremos provar que o JB é o jornal do amanhã”.

A direção do Jornal do Brasil informa também a reestruturação da versão online, que está temporariamente fora do ar. Seguindo a onda dos outros jornais de grande circulação, o JB agora vai disponibilizar na íntegra, para assinantes, todas as matérias da edição impressa. Segundo Amauri Mello, o principal objetivo do site é buscar a valorização do internauta, através do novo canal JBnauta. “Será um espaço para receber e hospedar os conteúdos gerados pelos nossos leitores. Queremos que eles influenciem diretamente no nosso conteúdo impresso”.

Concluindo, Amauri Mello enfatiza que o público-alvo do JB continua sendo os leitores das classes A e B. “Nós somos quality paper e continuamos sendo concorrentes de O Globo”. Em 2006, o Jornal do Brasil completa 115 anos de fundação.

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Novo CD de Neil Young pede cassação de Bush

Do UOL Música

Neil Young vai se intrometer na política dos Estados Unidos com um disco dedicado a criticar a Guerra do Iraque, pedindo até mesmo a cassação do presidente George W. Bush.

"Living with war" ("Convivendo com a guerra") é o título do CD, com dez faixas. A segunda se chama "Impeach the president", diz o próprio autor em seu site. Um coro de cem vozes - além de um "power trio", que o acompanha em todas as faixas - recupera, segundo Young, a tradição da canção de protesto "folk" dos anos 60 de Bob Dylan e Phil Ochs.

O CD foi gravado este mês, em apenas três dias e, de acordo com o jornal canadense "Winnipeg Sun", deverá chegar às lojas nas próximas semanas.

O jornal de Winnipeg, cidade natal do cantor, compara o novo álbum com a canção "Ohio", de 1970. Na época, Young lamentava a morte de quatro estudantes da Kent State University, em Ohio (EUA), durante a repressão a uma manifestação contra a Guerra do Vietnã.

Ainda segundo o jornal, Young poderá voltar a tocar com os ex-parceiros Crosby, Stills e Nash numa turnê em meados deste ano.

Pitaco do RA: Grande Neil Young!

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